
Tanta coisa para analisar nessas eleições que não sobrou tempo para dizer o óbvio e mais importante. O cara que ganhou (e como e$tá ganhando!) o combate eleitoral de domingo foi o Duda Mendonça!
Replico aqui, post atualizado do Tas na Zona sobre o moço.
Não concordo com o método dele fazer marketing político: mezzo meloso, mezzo truculento. Também fico pasmado com a leviandade com que DM muda de partido, ou “cliente”, como quem muda de camisa, ou sabor de sorvete. De Maluf para PT num clique.
Mas não dá para negar a competência dele como publicitário. E me parece ser essa a sua profissão e aspiração na vida.
Senão, vejamos:
- Baixou o nariz empinado de Marta, e a rejeição dela de 42 para 30%.
- De tanto bater, subiu a de Serra, de 10 para 15%.
- Driblou o vazio da atuação da atual prefeita (reconhecido por ela mesma) na Saúde com computação gráfica, cenários branquinhos e até Papai Noel anunciando o CEU Saúde.
- Fez todo mundo esquecer que Marta mandou o PMDB pra escanteio no começo da campanha (aliás, alguém aí sabe me dizer: o que é o PMDB? Para que serve? Por que continua vivo? Para quem?).
E finalmente... Duda conseguiu a peripécia de esconder o primeiro damo franco-argentino Favre do público. Lembra? Desde o início da campanha, ele está sempre ameaçando estragar tudo com seu topete alto. Aos nossos olhos, mais argentino do que franco.
Isso para não falar dos outros afazeres dentro do governo federal. Está cuidando não só da vida de Lula, como até de banner de palestra em escola primária. Está ganhando uma grana que nunca sonhou. Nem com Maluf.
DM também cuida de dezenas, senão centenas, de prefeituras petistas pelo Brasil. Tem uma campanha default. E outras customizadas para as necessidades e especialmente para o bol$o de cada candidato.
Conseguiu de tudo nessa campanha. Até tempo de resposta para ele mesmo se defender no horário eleitoral. Isso mesmo. Um juiz eleitoral concedeu direito de resposta a Duda Mendonça no programa do PTC (Partido Trabalhista Cristão) de Curitiba. Na avaliação do juiz, o candidato nanico do partido idem extrapolou o direito de crítica quando afirma que "a verdade não é seu forte", referindo-se ao coordenador das campanhas do PT.
Em Curitiba, no segundo turno há uma briga boa entre o candidato tucano Beto Richa e o de Duda, quer dizer, do PT, Ângelo Vanhoni.
Independente dos méridos próprios dos candidatos do PT (que são inegáveis), o baiano careca é o grande vencedor das Eleições 2004.