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15/02/2005

O CURRICULUM DO SEVERINO, O TSUNAMI BRASILEIRO

Crianças,

A monumental derrota do canditado do governo Luiz Eduardo Greenhalgh (na parte de baixo da montagem) para a Presidência da Câmara dos Deputados nesta madrugada para o inesperado deputado da oposição (!) Severino Cavalcanti (quem?), de Pernambuco, vai gerar muitos artigos e colunas nos jornais de amanhã.

Mas nenhum deles vai dizer mais do que o próprio curriculum do novo presidente da Câmara dos Deputados.


CV DO SEVERINO

1964: Prefeito de João Alfredo, sua cidade natal, pela UDN (União Democrática Nacional)

1966: entrou para a Arena (Aliança Renovadora Nacional), o partido de sustentação da ditadura militar.

1980: mudou para o PDS, partido que continuou sustentando a ditadura e foi contra as eleições diretas em 1985.

1987: mudou o PDC (Partido Democrata Cristão), partido que eu não conheco e nem sei que apito toca. Você sabe?

1990: mudou para o PL (Partido Liberal), partido que eu não conheco e nem sei que apito toca. Você sabe?

1992: mudou para o PPR, partido que eu não conheco e nem sei que apito toca. Você sabe?

1994: mudou para o PFL (aquele do ACM).

1995: mudou para o PPB (aquele do Paulo Maluf).

2003: o PPB mudou de nome para PP.

2005: Severino conquista a presidência da Câmara dos Deputados com a seguinte plataforma de campanha: elevar salários e melhorar as condições financeiras dos colegas deputados.


Ufa... Cacilda, como é difícil entender a dinâmica da democracia brasileira. Só me resta perguntar a ele:

- Ó Severino, o que é que tu tá buscando na vida com tanto zigue-zag?

PS: O PT, partido do Governdo, se atrapalhou tanto que acabou ficando fora até mesmo da Mesa Diretora da Câmara. É a primeira vez que um partido no governo, com maioria na Câmara, se vê nessa situação. Alô Presidente Lula e pessoal do PT, precisa de algo mais para comprovar a incrível incompetência e arrogância insuportável do líder Zé Genoíno?

Fonte: UOL/ Site da Câmara dos Deputados
Foto: Lula Marques/ Folha Imagem; Divulgação Site Deputado

Escrito por Marcelo Tas às 11h58
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14/02/2005

A VELOCIDADE VARIÁVEL DA JUSTIÇA BRASILEIRA




É constrangedor mas a gente não repara.

Toda vez que acontece um crime brutal, de repercursão internacional, como o assassinato da freira norte-americana no último sábado no Pará, as autoridades se apressam em pedir "empenho máximo" da Justiça. Como faz o próprio Presidente Lula, na capa de O Globo de hoje (recorte acima).

Fico pensando: se o presidente pede "empenho máximo" no caso o que seria então um "empenho normal" ou um "empenho mínimo" da Justiça Brasileira?

O caso Valdomiro, por exemplo, está sob qual velocidade: mínima, normal ou máxima?

Pelamordedeus, comentaristas, não vamos nos autofragelar com aquele complexo de inferioridade tupiniquim de que só no Brasil existe bandalheira, injustiças... O funcionamento dos lobistas, a justiça do cachorro grande em relação aos vira-latas é uma constante mundial. Só que aqui o presidente não fica corado de vergonha de declarar essa prática na capa de jornal.

Nem Bush, nem Blair... nem mesmo o gangster do Berlusconi, atual reizinho da Itália, teriam coragem suficiente de determinar publicamente o ritmo da Justiça.

Aqui a gente nem repara mais. E pior, alguns até se comovem com a macheza do presidente.

Escrito por Marcelo Tas às 11h16
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11/02/2005

OK, CHEGA DE ALEGRIA



Atendendo a pedidos de alguns frequentadores desse blog, chega dessa alegria insuportável do carnaval. Um pouco de baixo astral para equilibrar os corações e mentes inquietas dos internautas.

Notícia preocupante no jornal de hoje: o carnaval de São Paulo deu mais ibope na Globo que o desfile do sambódromo carioca. Só essa que faltava, o carnaval pegar em São Paulo. Uma das virtudes da cidade nessa época era a ausência da folia de Momo. Sempre sonhei com o projeto "São Paulo, Carnaval Zero". Uma cidade livre de agogôs e tamborins, só para os amantes do jazz, blues, punk rock, cinema e pizza, durantes os quatro dias de dispersão brasileiros.

Agora talvez seja tarde demais.

PS: imagem da golden list do jornalista e cybersurfista porreta Carlos Alberto Teixeira (www.catalisando.com.br)

Escrito por Marcelo Tas às 10h52
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10/02/2005

CINZAS


Tudo acabado. Infelizmente, sai o grande e sábio Momo e voltamos ao reinado de Lula, Zé Genoíno & seus Mercadantes.


Uma última imagem para mostrar como seria maravilhoso este país nas mãos de uma autêntica rainha (a do Maracatú A Cabra Alada), rodeada de sua corte de batuqueiros, princesas e um legítimo caboclo-de-lança branquelo de cabeleira vermelha.


Fiquem com o último suspiro de carnaval ao som da tradicional marchinha, agora em versão globalizada pela comunidade MA ENGLISH TOO BAD do Orkut.


 


Look the long hair of Zezé
Will be him
Will be him
(Fag!!!)
Look the long hair of Zezé
Will be him
Will be him
(Fag!!!)
Will be him Bossanova
Will be him Muhamed
Looks like he is transviade
But this I don't know if he is
Cut his hair
Cut his hair
Cut his hair
Cut his hair!!!

Escrito por Marcelo Tas às 11h19
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09/02/2005

ADEUS, RECIFE



Antes de tomar o avião, últimas palavras. Ontem tive a sorte de participar de uma saída divina da Cabra Alada, maracatu de baque-virado, pelas ruas do Recife Antigo. Definitivamente, o maracatu é a forma mais suave, intensa, linda, elegante e doida de brincar o carnaval.

Na foto, o ombro gigante, já comentado aqui, de um Caboclo-de-Lança do Piaba de Ouro, maracatu de Mestre Salu.

Adeus, Recife. Eu volto. Obrigado.

PS1: Foto do cientista-mestre-maracatuzeiro Silvio Meira
PS2: Depois eu subo outras.

Escrito por Marcelo Tas às 10h25
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08/02/2005

CABOCLO-DE-LANÇA, MARACATÚS E OUTRAS VIAGENS LISÉRGICAS



Meninada,

Está cada vez mais difícil postar aqui. O carnaval pernambucano exige dedicação integral. Não é brincadeira não.

Dediquei o dia inteiro de ontem e o de hoje ao maracatu. Como já contei, surpreendentemente, fui convidado para sair de Caboclo-de-Lança no maracatu A Cabra Alada. Eu sempre fui fascinado pelo Caboclo-de-Lança sem saber o nome e a função dele na folia.

Eles usam aquele manto lindo, chamado simplesmente de "gola", multicolorido com uma estética e um despreendimento e bom gosto com cores fortes que só o Brasil e poucos países africanos e o México sabem misturar.

O Cabloco-de-Lança é de um ícone de Pernambuco. Tem escultura dele em praças, concessionárias de veículos e piscina de hotel. Chico Science levou a figura dele para o mundo pop.

Ontem pela manhã tive o privilégio de acompanhar a passagem dos maracatus pela casa de Mestre Salu, em Paulista, subúrbio de Recife. Passam por lá para pedir a benção dele antes de partir pelo estado afora. É um ritual absolutamente lindo e delirante. Conheci de perto os verdadeiros Cablocos-de-Lança do Maracatu rural, de onde eles se originaram. São personagens inquietos que circulam e envolvem o cortejo do maracatu como um worm, uma lombriga faminta, que dá um ar de suspense ao ritual. Para fazer crescer a figura do personagem eles usam um enchimento de isopor criando imensos ombros, por onde pendem vários sinos daqueles que se pendura no pescoço das vacas. Assim quando se move pela rua o Caboclo-de-Lança é um azougue visual e sonoro em si mesmo.

Tive o prazer de conhecer o Piaba de Ouro, maracatu do próprio Mestre Salu. E o maravilhoso Estrela Brilhante, de Nazaré da Mata, comandando pelo talentoso Mestre Siba, ele mesmo, ex-band leader do Mestre Ambrósio.

Como se isso ainda fosse pouco, nos intervalos entre um maracatu e outro, ouvíamos Mestre Lua e a molecada daquele bairro, o Tabajara, arrepiando no batuque. Eles tem um CD maravilhoso, faria um tremendo sucesso nas festas e raves paulistanas, chamado Baques à Lua da Lua. Se passar na sua frente, não hesite, é ducacete (ou escreva direto pro mestre Lua (o cara é conectado), talvez ele saiba dizer onde encontrar: luapercussao@bol.com.br).

À noite, na igreja do Rosário, a Noite dos Tambores Silenciosos. Justamente um encontro de maracatus para o ritual de início de um novo ano. Uma cerimônia popular, milhares de pessoas na rua, mas profundamente religiosa. Todos os líderes de terreiro de Recife e Olinda reunidos no mesmo palco para juntos preencherem com precer e mantras africanos o corte dos tambores pontualmente à meia noite. Tudo no escuro, são apagadas ao mesmo tempo todas as luzes do bairro. De arrepiar.

Para mim, ficou clara a minha tremenda cara de pau aceitando o convite para ser um Caboclo-de-Lança logo na minha estréia num maracatu. Aumentou a adrenalina para a saída de hoje à tarde. Se tiver coragem, posto a foto aqui depois. Que os santos me perdoem e me protejam.

Vou precisar de proteção mesmo. Amanhã serei ejetado desse plano direto para a marginal Tietê.

(imagem: www.quatrocantos.com, onde tem mais informação sobre maracatus)

Escrito por Marcelo Tas às 11h31
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06/02/2005

TAS E POCAHONTAS



Aproveito essa foto do meu encontro com Pocahontas para dizer: o carnaval Pernambucano é um dos mais safados que existe. Safados no sentido artístico da palavra, seus cabeças-suja.

Quero dizer, fala-se muita putaria. Faz-se alguma também. Mas, as coisas que são ditas, cantadas, os nomes dos blocos... são de uma safadeza extraordinária.

Terminei o dia no Rec-Beat, palco alternativo ao carnaval do Recife. Rolava o bloco Quanta Ladeira, de Lenine e Lula Queiroga. É uma troça só, como se diz aqui. Cantam paródias e composições próprias de corar o pessoal do Casseta & Planeta. Não poupam ninguém: o prefeito, o governador, o ministro, a Globo... Sobrou até pro William Bonner, recém assaltado; e pro Bezerra da Silva, o homenageado deste ano. Sacanagem com muito bom gosto e criatividade. Como nos bons momentos dos Mamonas. Mas com a sacanagem do carnaval.

E tem mais, aqui sacanagem é coisa séria. Há um bloco em Olinda só de mulheres. Uma espécie de protesto delas contra a concorrência dos viados.
Atende pelo singelo nome de: Mulher Tem Cú Também.

Na bandeira, dizem que tem o apoio da UNESCO, contra a extinção da humanidade. Será que chegaram tarde demais?

PS: + imagens do carnaval de Bezerros, abaixo.

Escrito por Marcelo Tas às 22h50
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SERTÃO WESTERN



Design by Quintino Tarantino

Escrito por Marcelo Tas às 22h34
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HOMEM BOI



Design by Salvador Daqui

Escrito por Marcelo Tas às 22h31
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INDIOS PRETOS



Pele de tecido sintético (dá calor até de olhar). Olhar de quadro do Portinari.

Escrito por Marcelo Tas às 22h28
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BEZERROS, 45 GRAUS



Crianças,

Passei o dia em outro planeta. Bezerros, 100 Km de Recife. Dentro da modalidade "multicultural", o carnaval de lá é conhecido como Papa Angú.

É uma cidade bem pequena, e muuuuuuuuuuuuuuito quente. Estava 45 à sombra, e isso não é modo de dizer.

O lance é assim: antigamente as casas abriam as portas para os carnavalescos fazerem uma refeição matinal. Entre as atrações gastronômicas, o angú. Daí o nome dos foliões. Rola um sensacional concurso de fantasia. Ganha quem não for reconhecido. Daí todo mundo sair fantasiado das coisas mais esquisitas possível.

Como uma imagem vale mais do que... Vão aqui uns picts de Bezerros, 45 graus para vocês.

Enjoy!

Escrito por Marcelo Tas às 22h23
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05/02/2005

NO GALO DA MADRUGADA: ENCONTRO DE BLOGS



Acabo de chegar do Galo da Madrugada, o maior carnaval popular do mundo: 1,5 milhões na rua, sem cordinhas pra separar ninguém. Mas aqui também tem os tais camarotes. No do prefeito, rolou um encontro de blogs! O deste blog aqui com o do Ricardo Noblat, certamente um dos mais importantes jornalistas do Brasil, especialmente se você tem interesse em política. Há cerca de um ano, Noblat descobriu a internet como veículo de expressão individual em tempo real e tem nos brindando com informações exclusivas da corte de Brasília.

Foi um encontro de blogs em plena abertura do carnaval pernambucano.

O Galo da Madrugada é a maior farra coletiva do carnaval BR. E pra você não ficar falando que só jogo confete no carnaval pernambucano, no Galo teve um trio chamado Espelho Meu, ou coisa parecida, que atropelou algumas pérolas da música brasileira, inclusive A Praiera de Chico Science. Uma senhora oxigenada com o microfone adaptava a letra para fazer propaganda de uma bebida de quinta categoria patrocinadora deles. Se eu fosse o prefeito dava um cartão amarelo obrigando a baranga a tomar o Run Montilla todo os dias pro resto do ano.

Evoé, Noblat!

Escrito por Marcelo Tas às 16h41
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04/02/2005

MINHA VIAGEM NA CABRA ALADA



Meninada,

O que sobrou de mim está aqui para contar. Ontem, um sonho se realizou e de uma forma totalmente absurda. Um amigo pernambucano havia me convidado para participar de um maracatu. Como sei da brincadeira séria que é o maracatu, combinei de ficar numa ala ou posição bem simplinha. Meu amigo é o professor Silvio Meira, cientista-chefe do C.E.S.A.R (Centro de Estudos e Sistemas Avançados do Recife). Como o cargo e a instituição do cara indica, pensei que ele ia me poupar. Qual o quê. Quando cheguei ontem para assumir meu posto, a turma havia me colocado simplesmente de cabloco-de-lança.

Pra quem não sabe é aquela figura cabeçuda que vai com uma lança abrindo espaço pro maracatu no meio das ruas abarrotada de gente, como esse aí da foto, retirado do site Quatro Cantos.

Foi uma viagem. O maracatu tem um batuque que vai te conduzindo aos poucos. É como estar num mar. Numa onda. E ainda tem a brincadeira com a lança e o privilégio de ficar escondido dentro dessa perucona e ser o primeiro a observar o olhar maravilhado das pessoas com a aproximação do maracatu.

Como você vai na frente, também virei alvo de muitas perguntas técnicas complicadíssimas de turistas e também de recifenses. Querem saber de tudo. Por exemplo, se somos um maracatu rural ou de baque-virado. Pedi ajuda aos meus parceiros e tive um intensivão de maracatu.

Foi um grande mergulho. Uma grande emoção. Uma estréia no carnaval pernambucano pra levar pro resto da vida.

O título do post é o nome do maracatu: A Cabra Alada. Não falei que era uma viagem?

Ah, e a Cabra Alada é de baque-virado. O do tipo mais antigo. O outro, o Rural, é de baque-solto. Isso tem a ver com as viradas dos tambores. Mas aí já é muito sofisticado para minha condição de recruta do maracatu.

Escrito por Marcelo Tas às 23h11
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02/02/2005

NO RECIFE, O CARNAVAL NEM PRECISA CHEGAR



Descobri, essa é a diferença! Enquanto o resto do Brasil aguarda ansioso a chegada do carnaval, aqui em Recife não tem nem sombra dessa aflição. O motivo é simples, já começou há muito tempo. De verdade.

Quando ouvia isso, ficava arrepiado. Paradoxalmente, adoro carnaval, mas não gosto de barulho. Explico: estar dentro de uma escola de samba no sambódromo no Rio de Janeiro não é estar num lugar barulhento. Aquilo é música, e da melhor qualidade. Ou seja, não gosto é daquelas bobagens de carnaval, monte de gente bêbada ouvindo música ruim. E confesso que tinha esse medo do carnaval de Recife, pois como se sabe o gosto musical alheio não se controla. E aqui, sempre soube, o pessoal toma conta da rua.

A grande surpresa é que essa chegada com imensa antecedência do carnaval em Recife se faz de uma forma muito suave. É um batuque leve. É uma folia homeopática. Você mergulha até onde quiser. Das orquestrinhas de sopros que tocam marchinhas e frevos antigos (sensacionais!) à potência máxima dos maracatus, tem pra todos os gostos e apetites sonoros.

Eu estou me segurando pra dizer, mas não vai dar. Recife, tu tens o melhor carnaval desse país abençoado por artistas populares que inventaram essa farra maravilhosamente bem organizada chamada carnevale!

Hoje, Manu Chao vai pintar no palco na noite de encerramento do Porto Musical, nessa pracinha que está aí na foto. É segredo, mas a cidade inteira está sabendo.


Minha agenda para amanhã: Cabra Alada (maracatu) e Quanta Ladeira (bloco em Olinda).


Evoé

Escrito por Marcelo Tas às 19h15
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01/02/2005

A GAROTADA DO BRUM E OTRAS COSITAS MÁS


Anotem aí: o ano que vem o Porto Musical já vira "o" evento brasileiro mais charmoso da discussão da nova música planetária. 3 razões, muito simples: qualidade das palestras e debates; 4 ou 5 shows diferentaços, nas ruas do Recife Antigo, de graça, sem empurra empurra, todas as noites; e ainda de bônus, como se isso fosse pouco, o carnaval de Recife e Olinda, cujos preparativos são tão ou mais apetitosos do que a própria folia em si.


Tem gringo aqui nas nuvens. Também pudera, sair dum gelo de Nova York e cair nessa brisa tropical, mar azul, e ainda boa música e restaurantes a preço de banana (para eles)?


 


TRES OU QUATRO COISAS RAPIDAS


PRE-AMP


Não bastassem os showcases musicais do Porto Musical, todas as noites no Recife antigo tá rolando o Pré-Amp, uma maratona de bandas num palcão na rua da Moeda, berço do Mangue Beat.


Ontem, ou melhor, hoje pela madrugada, bem madrugada mesmo, fui testemunha junto com umas três dúzias de baladeiros, de uma excelente performance do Via Sat, banda moleca mas com uns 10 anos de estrada e groove. O vocalista, divertissímo, além de mandar muito bem, brindava a platéia com mini discursos e xingamentos impublicáveis, até nesse blog sem vergonha, direcionados ao Secretário de Cultura. Sensacional!


 


PRECONCEITO


Quer uma coisa feia só para não falar que estou deslumbrado com Recife? Fiquei passado como algumas figuras talentosas e inteligentes da cena musical pernambucana, como DJ Dolores, ainda tem preconceito de paulista. Em sua palestra, soltou os cachorros contra o sotaque nordestino da novela da Globo. Mas, da mesma maneira, destilou um preconceito bobo contra "paulistas". Especialmente, os do Jardins e os que são "da mídia". Ou seja, eu!


 


Parece que neguinho aqui lê mais a "mídia paulista" do que os próprios paulistas. Alô, cabras amigos, vocês são gente de talento. Elevem-se sobre os preconceitos e façam aquilo que sabem tão bem, música. E vamos acabar com isso.


 


MOLECADA DO BRUM


A organização do PORTO MUSICAL teve uma idéia duca. Encarregou de cobrir o evento, jovens do projeto INFORMAR de uma favela vizinha do Porto Digital, onde tudo acontece. Sugiro uma olhada no blog deles, com a cobertura completa do Porto.


O show da noite tá começando. Até breve. Fui!  


 


Escrito por Marcelo Tas às 20h21
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Divulgue

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