
Crianças,
Nem deu nem para chegar no botequim para comentar os quatro gols da seleção e já há um novo escândalo na pole-position. O ex-gordo Roberto Jefferson joga sua matéria prima no ventilador na Folha de hoje, segunda.
Nunca entendi bem essa história de ex-gordo. São como os ex-cornos ou ex-viados, não são confiáveis. Ou pior, não existem.
Jefferson agora nos brinda com a fantástica fábula do "Mensalão de 30 mil reais" que o PT (pela mão do seu tesoureiro Delúbio Soares, o da foto acima) dava para cada deputado da oposição apoiar seus projetos. É uma história exemplar e didática: "É mais barato pagar mercenários do que dividir o poder". Não entendi bem o que ele quis dizer com "dividir o poder", mas penso que também ali tenha algum cascalho envolvido. Já que Jefferson não está em Brasília a passeio nem é escoteiro mirim a serviço da democracia.
O melhor programa de TV do momento é a TV Senado e a TV Câmara. Foi lá que Jefferson contou, quando estourou o escândalo dos Correios, o que fez para virar ex-gordo. E confessou seu único vício atual: dirigir um jeep Landrover. Que fofo!
Well, ladies and gentleman, diante de um começo de semana tão animador, fica aquela angústia. Dá uma vontade danada de espichar o olhar para o horizonte de 500 anos de História do Bananão, como denominava o nosso país o saudoso colega repórter Paulo Francis.
Brasil: por que esse nome? Por conta do primeiro saque aqui realizado: o tráfico de pau-brasil.
Será que estamos fadados a viver um torvelinho infindável de histórias iguais? Estaremos presos num labirinho de espelhos de Jorge Luis Borges? A corrupção endêmica está impressa no nosso DNA? A História do Brasil só se repete ou vamos fazer disso aqui algo compatível com a beleza da terra e criatividade do nosso cruzamento de raças?
Zé Genoíno se barbeou com o óleo de peroba de sempre e já apareceu no Bom Dia Brasil da Globo dizendo a mesma frase que o PT repete há 20 anos: "vamos nos reunir para discutir o pobrema."