31/07/2005

CARTA AOS PETISTAS 2

Meninos e meninas,

Recebo uma enxurrada de e-mails pedindo para confirmar a autoria da CARTA AOS PETISTAS, publicada nesse blog em 18 de Julho último.

A maioria de petistas ou ex-petistas me criticando ou me dando os parabéns (retrato nítido da atual oligofrenia do presidente Lula) pelo excesso de sinceridade.

Ora companheiros, é exatamente isso que precisamos no momento: toneladas de sinceridade. Duela a quien duela, como dizia o playboyzinho Fernando Collor.

Aliás, é disso que precisa o nobre parlamentar José Dirceu, na sua tão aguardade aparição na CPI esta semana. Vai lá, Zé, seja homem, solte a língua e a franga. Afinal você não tem mais nada a perder.

Abaixo, a republicação da CARTA. Quem for reenviá-la, favor colar o link do blog para não ser necessária a minha reconfirmação de autoria.




CARTA AOS PETISTAS
Por não ser petista, sempre fui considerado "de direita" ou "tucano" pelos meus amigos do falecido Partido dos Trabalhadores.

Vejam, nunca fui "contra" o PT. Antes dessa fase arrogante mercadântica-genoínica, tinha respeito pelo partido e até cheguei a votar nos "cumpanheiro". A produtora de televisão que ajudei a fundar no início da década de 80, a Olhar Eletrônico, fez o primeiro programa de TV do PT. Do qual aliás, eu não participei.

Desde o início, sempre tive diferenças intransponíveis com o Partido dos Trabalhadores. Vou citar duas.

Primeira: nunca engoli o comportamento homossexual dos petistas. Explico: assim como os viados, os petistas olham para quem não é petista com desdém e falam: deixa pra lá, um dia você assume e vira um dos nossos.

Segunda: o nome do partido. Por que "dos Trabalhadores"? Nunca entendi. Qual a intenção?

Quem é ou não é "trabalhador"? Se o PT defende os interesses "dos Trabalhadores", os demais partidos defendem o interesse de quem? Dos vagabundos?

E o pior, em sua maioria, os dirigentes e fundadores do PT nunca trabalharam. Pelo menos, quando eu os conheci, na década de 80, ninguém trabalhava. Como não eram eleitos para nada, o trabalho dos caras era ser "dirigentes do partido". Isso mesmo, basta conferir o currículum vitae deles.

Repare no choro do Zé Genoníno quando foi ejetado da presidência do partido. Depois de confessar seus pecadinhos, fez beicinho para a câmera e disse que no dia seguinte ia ter que descobrir quem era ele. Ia ter "que sobreviver" sem o partido. Isso é: procurar emprego. São palavras dele, não minhas.

Lula é outro que se perdeu por não pegar no batente por mais de 20, talvez 30 anos... Digam-me, qual foi a última vez, antes de virar presidente, que Luis Ignácio teve rotina de trabalhador? Só quando metalúrgico em São Bernardo. Num breve mandato de deputado, ele fugiu da raia. E voltou pro salarinho de dirigente de partido. Pra rotina mole de atirar pedra em vidraça.

Meus amigos petistas espumavam quando eu apontava esse pequeno detalhe no curriculum vitae do Lula. O herói-mor do Partido dos Trabalhadores não trabalhava!!!

Peço muita calma nessa hora. Sem nenhum revanchismo, analisem a enrascada em que nosso presidente se meteu e me respondam. Isso não é sintoma de quem estava há muito tempo sem malhar, acordar cedo e ir para o trabalho. Ou mesmo sem formar equipes e administrar os rumos de um pequeno negócio, como uma padaria ou de um mísero botequim?

Para mim, os vastos anos de férias na oposição, movidos a cachaça e conversa mole são a causa da presente crise. E não o cuecão cheio de dólares ou o Marcos Valério. A preguiça histórica é o que justifica o surto psicótico em que vive nosso presidente e seu partido. É o que justifica essa ilusão em Paris... misturando champanhe com churrasco ao lado do presidente da França... outro que tá mais enrolado que espaguete.

Eu não torço pelo pior. Apesar de tudo, respeito e até apoio o esforço do Lula para passar isso tudo a limpo. Mesmo, de verdade.

Mas pelamordedeus, não me venham com essa história de que todo mundo é bandido, todo mundo rouba, todo mundo sonega, todo mundo tem caixa 2... Vocês, do PT, foram escolhidos justamente porque um dia conseguiram convencer a maioria da população (eu sempre estive fora desse transe) de que vocês eram diferentes. Não me venham agora querer recomeçar o filme do início jogando todos na lama.

Eu trabalho desde os 15 anos. Nunca carreguei dinheiro em mala. Nunca fui amigo dessa gente.

Pra terminar uma sugestão para tirar o PT da crise. Juntem todos os "dirigentes", "conselheiros", "tesoureiros", "intelectuais" e demais cargos de palpiteiros da realidade numa grande plenária. Juntos, todos, tomem um banho gelado, olhem-se no espelho, comprem o jornal, peguem os classificados e vão procurar um emprego para sentir a realidade brasileira. Vai lhes fazer muito bem. E quem sabe depois de alguns anos pegando no batente, vocês possam finalmente, fundar de verdade um partido de trabalhadores.


Assinado: Marcelo Tas (publicado no www.blogdotas.com.br)

Escrito por Marcelo Tas às 11h05

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29/07/2005

CUECA LITERARIA



O grande cyber cartunista Zerramos se inspira nas louvas literarias ˆ cueca recheada.

Escrito por Marcelo Tas às 10h25

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27/07/2005

O MEU MÉTODO DE FAZER CPI



A verdade está nos detalhes.

De que adianta os membros da CPI gastarem horas de saliva e satélite para tentar entender racionalmente os meandros desse escâncalo político? Eu, se fosse um nobre parlamentar da CPI empregaria outros métodos. O Brasil se enxerga nos detalhes do manto surrealista que cobre os nossos olhos.

Simplesmente, algemaria Renilda após o término daquela frase, dita com o delicioso sotaquim minerim de tudo, sô:

- "Hipismo não é só coisa de rico. É um esporte até popular. Minha filha tem 13 cavalos, mas o primeiro dela custou só cinco mil reais!"

Ô Dona Renilda, vossa senhoria demonstra estar numa profundidade perigosa da viagem na maionese. Não é à toa que é a primeira dona de casa do Brasil, talvez do mundo, que movimenta 10 milhões no banco só para fazer supermercado.

Teje presa, vossa senhoria. Guardas, levem-na!

 

Escrito por Marcelo Tas às 09h22

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A CUECA NA LITERATURA



Machado de Assis:

"Foi petista por 25 anos e 100 mil dólares."


Haicai:

"Cueca e dinheiro,
outono da ideologia
do vil companheiro."


Haroldo de Campos:

"PT
cueca
cu
PT
eca
peteca
te
peca
cloaca".


Graciliano Ramos:

"Parecia padecer de um desconforto moral. Eram os dólares a lhe pressionar os testículos".


Drummond:

"Tinha um raio-x no meio do caminho,
e agora José?"


Guimarães Rosa:

"Notudo. Ficado ficou. Era apenas a vereda errada dentre as várias."


Clarice Lispector:

"Guardei os dólares na cueca e senti o prazer terrível da traição. Não a traição aos meus pares, que estávamos juntos, mas a séculos de uma crença que eu sempre soube estúpida, embora apaixonante. Sentia-me ao mesmo tempo santo e vagabundo, mártir de uma causa e seu mais sujo servidor, nota a nota".


Lênin:

"Não escondemos dólares na cueca, antes afrontamos os fariseus da social-democracia. Recorrer aos métodos que a hipocrisia burguesa criminaliza não é, pois, crime, mas ato de resistência e fratura revolucionária. Não há bandidos quando é a ordem burguesa que está sendo derrubada. Robespierre não cortava cabeças, mas irrigava futuros com o sangue da reação. Assim faremos nós: o dólar na cuecaÊé uma arma que temos contra os inimigos do povo. Não usá-laÊé fazer o jogo dos que querem deter a revolução. Usá-laÊé dever indeclinável de todo revolucionário."


Stalin:

"Guarda a grana e passa fogo na cambada!"


Gilberto GIl:

"Se a cueca fosse verde como as notas, teríamos resgatado o sentido de brasilidade impregnado nas cores diáfanas de nosso pendão, numa sinergia catódica com o mundo da tecnologia digital que, diferentemente dos da baianidade, não são de sol nem das luzes dos orixás, mas de um aparelho apenas, aleatoriamente colocado ali, naquele momento, conformando uma quase coincidência entre a cultura do levar e trazer numerário, tão nacional, tão brasileira quanto um poema de Torquato Neto."



PS: recebi do Sandro Bosco. Autor desconhecido até que ele apareça eÊprove o contrário.

PS2: Fred, da Editora Barracuda, identifica o autor: Reinaldo Azevedo, do site Primeira Leitura.

Escrito por Marcelo Tas às 09h16

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26/07/2005

CORRUPÇãO NA REDE

A net brasileira está inovando na cobertura da crise política.

Alguém pegou o domínio www.mensalao.com.br e fez dele um banco de dados da História da Corrupção verde-amarela.

Você conhece outros?

Escrito por Marcelo Tas às 12h27

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24/07/2005

CEGONHA

Queridos e queridas navegantes,

Meu coração foi atingido por um raio que fez toda essa discussão de cueca, mala, buraco, valério... literalmente evaporar.

Neste último sábado, me tornei pai pela terceira vez! Para minha surpresa e alegria, em plena sala de parto, a enfermeira emocionada me confidencia que tinha sido uma telespectadora quando criança do Professor Tibúrcio. Uau, penso que é hora de eu parar de ter filhos e aguardar os netos.

Desculpem os que aqui passam em busca do debate político-elétrico desse blog. Mas preciso de 48 horas para me recuperar de mais esse presente misterioso que recebi de dona Cegonha.

Bem-vinda, Clarice.

Escrito por Marcelo Tas às 17h23

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21/07/2005

OS PALADINOS DA JUSTIÇA



Vamos com muita calma. O PT, o Delúbio, o Marcos Valério... estão em frangalhos e tem que pagar pelas suas faltas. Mas não vamos, nessa altura do campeonato, ter que aguentar esses rapazes dando uma de Paladinos da Justiça.

Ah, pelamordedeus. Isso não!

Escrito por Marcelo Tas às 17h14

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19/07/2005

OS MALES QUE VÊM PARA BEM



Uma enxurrada de suspeitas e teorias da conspiraçãoo se armam contra a incrível repórter que conseguiu a façanha de entrevistar o Lula, sobre a crise brasileira, nos jardins de um palácio em Paris. O feito é realmente notável. Havia uma fila gigantesca de órgãos de imprensa, brasileiros e estrangeiros, querendo entrevistar o presidente. Mas ele escolheu a incrível MELISSA, a super repórter que faz tudo inclusive a câmera de si mesmo. Veja nas fotos que este blog conseguiu com exclusividade de uma aparelho de TV sintonizado no igualmente incrível Fantástico, da TV Globo.

Minha única suspeita neste caso é sobre uma única pergunta feita pela incrível Melissa num momento chave da entrevista:

- Senhor Presidente, há males que vêm para bem?

Você contrataria uma repórter que fizesse tal pergunta? Ernesto Varela, meu repórter predileto, com certeza faria a mesma pergunta com uma única diferente vogal.

- Senhor Presidente, há malas que vêm para bem?

Escrito por Marcelo Tas às 09h42

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18/07/2005

CARTA AOS PETISTAS



Por não ser petista, sempre fui considerado "de direita" ou "tucano" pelos meus amigos do falecido Partido dos Trabalhadores.

Vejam, nunca fui "contra" o PT. Antes dessa fase arrogante mercadântica-genoínica, tinha respeito pelo partido e até cheguei a votar nos "cumpanheiro". A produtora de televisão que ajudei a fundar no início da década de 80, a Olhar Eletrônico, fez o primeiro programa de TV do PT. Do qual aliás, eu não participei.

Desde o início, sempre tive diferenças intransponíveis com o Partido dos Trabalhadores. Vou citar duas.

Primeira: nunca engoli o comportamento homossexual dos petistas. Explico: assim como os viados, os petistas olham para quem não é petista com desdém e falam: deixa pra lá, um dia você assume e vira um dos nossos.

Segunda: o nome do partido. Por que "dos Trabalhadores"? Nunca entendi. Qual a intenção?

Quem é ou não é "trabalhador"? Se o PT defende os interesses "dos Trabalhadores", os demais partidos defendem o interesse de quem? Dos vagabundos?

E o pior, em sua maioria, os dirigentes e fundadores do PT nunca trabalharam. Pelo menos, quando eu os conheci, na década de 80, ninguém trabalhava. Como não eram eleitos para nada, o trabalho dos caras era ser "dirigentes do partido". Isso mesmo, basta conferir o currículum vitae deles.

Repare no choro do Zé Genoníno quando foi ejetado da presidência do partido. Depois de confessar seus pecadinhos, fez beicinho para a câmera e disse que no dia seguinte ia ter que descobrir quem era ele. Ia ter "que sobreviver" sem o partido. Isso é: procurar emprego. São palavras dele, não minhas.

Lula é outro que se perdeu por não pegar no batente por mais de 20, talvez 30 anos... Digam-me, qual foi a última vez, antes de virar presidente, que Luis Ignácio teve rotina de trabalhador? Só quando metalúrgico em São Bernardo. Num breve mandato de deputado, ele fugiu da raia. E voltou pro salarinho de dirigente de partido. Pra rotina mole de atirar pedra em vidraça.

Meus amigos petistas espumavam quando eu apontava esse pequeno detalhe no curriculum vitae do Lula. O herói-mor do Partido dos Trabalhadores não trabalhava!!!

Peço muita calma nessa hora. Sem nenhum revanchismo, analisem a enrascada em que nosso presidente se meteu e me respondam. Isso não é sintoma de quem estava há muito tempo sem malhar, acordar cedo e ir para o trabalho. Ou mesmo sem formar equipes e administrar os rumos de um pequeno negócio, como uma padaria ou de um mísero botequim?

Para mim, os vastos anos de férias na oposição, movidos a cachaça e conversa mole são a causa da presente crise. E não o cuecão cheio de dólares ou o Marcos Valério. A preguiça histórica é o que justifica o surto psicótico em que vive nosso presidente e seu partido. É o que justifica essa ilusão em Paris... misturando champanhe com churrasco ao lado do presidente da França... outro que tá mais enrolado que espaguete.

Eu não torço pelo pior. Apesar de tudo, respeito e até apoio o esforço do Lula para passar isso tudo a limpo. Mesmo, de verdade.

Mas pelamordedeus, não me venham com essa história de que todo mundo é bandido, todo mundo rouba, todo mundo sonega, todo mundo tem caixa 2... Vocês, do PT, foram escolhidos justamente porque um dia conseguiram convencer a maioria da população (eu sempre estive fora desse transe) de que vocês eram diferentes. Não me venham agora querer recomeçar o filme do início jogando todos na lama.

Eu trabalho desde os 15 anos. Nunca carreguei dinheiro em mala. Nunca fui amigo dessa gente.

Pra terminar uma sugestão para tirar o PT da crise. Juntem todos os "dirigentes", "conselheiros", "tesoureiros", "intelectuais" e demais cargos de palpiteiros da realidade numa grande plenária. Juntos, todos, tomem um banho gelado, olhem-se no espelho, comprem o jornal, peguem os classificados e vão procurar um emprego para sentir a realidade brasileira. Vai lhes fazer muito bem. E quem sabe depois de alguns anos pegando no batente, vocês possam finalmente, fundar de verdade um partido de trabalhadores.

Escrito por Marcelo Tas às 09h26

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