
Tenho acompanhado com alguma decepção o placar do patrimônio declarados dos candidatos à próxima eleição. Confesso que esperava mais ambição desses rapazes. Depois de se baterem tanto, dedicarem uma existência à dura vidinha partidária, fazerem alianças sórdidas com coronéis que escravizam o povo brasileiro há séculos... eles não tiveram tempo nem de cuidar do próprio futuro da família deles?
Acompanhem os números: Aécio Neves, o mineirinho que toda sogra quer para genro declara um total de R$ 831,7 mil em bens. Entre eles um "apartamentim" em Belo Horizonte que vale meros R$ 180 mil. Outro no Rio de Janeiro, onde ele mantém namoros vistosos nas revistas, que vale modestos R$ 109 mil.
José Serra disse ter neste ano R$ 873 mil. Já Mercadante, apesar de um crescimento de patrimônio de 62% nos últimos quatro anos, não chegou a ultrapassar Serra: R$ 754 mil. Ou seja, alguns entre os principais políticos do nosso Brasil ainda saem perdendo de um pontual cliente do Baú da Felicidade que já ganhou no Show do Milhão. É muita falta de ambição ou seriam eles devotos franciscanos que não se importam com a vida material?
Bem diferente da pujança patrimonial de antigos dinossauros da política, como Sarney, ACM, Jader Barbalho e Orestes Quércia. Este último, candidato ao governo de São Paulo, tem o maior patrimônio declarado à Justiça Eleitoral entre os candidatos: R$ 111,5 milhões.