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30/10/2006

Delfim Netto vai inaugurar a Era de Aquarius?



Delfim Netto foi nomeado Ministro da Fazenda em 1967, em plena ditadura. Hoje, forma uma dupla rara com o ex-senador Jarbas Passarinho. Os dois são os únicos brasileiros ainda vivos que assinaram o AI-5, o mais cruel e autoritário ato institucional já implantado contra as liberdades individuais e coletivas no Brasil. Que atingiu inclusive o presidente Lula, então líder sindical.

Se agora, 40 anos depois, Delfim Netto virar Ministro da Agricultura, como se está cogitando, das duas uma: ele e Lula mudaram muito; ou finalmente podemos ter certeza de uma coisa, começou a Era de Aquarius.

Escrito por Marcelo Tas às 09h08
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A Vitória dos Indecisos 2



A festa na Avenida Paulista sem a euforia de 4 anos atrás é um bom prenúncio.

Como já disse aqui, foi a vitória dos indecisos. Eleitores de Lula ou Geraldo votamos sem paixão. Sem certezas. Sem expectativas.

É muito bom saber que agora, finalmente, está encerrado o governo Fernando Henrique. Sim, FHC foi a ausência mais presente na cabeça do Lula nesses quatro anos do primeiro mandato. Que acabem as comparações com o tucano e que comece, de fato, o governo Luis Inácio.

Boa sorte ao vencedor da batalha, forma mais de 57 milhões de brasileiros que deram um voto de confiança, de novo, no presidente Lula. Boa sorte ao Brasil.

Escrito por Marcelo Tas às 08h20
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29/10/2006

Blogueiro "chapa-branca" responde à Veja



A revista Veja deste domingo traz nota caprichada contra este blog a quem acusa de "chapa-branca". Na coluna "Veja essa", o jornalista Julio Cesar de Barros diz com todas as letras que eu defendo Lula, ou melhor o filho dele Fábio, conhecido por "Lulinha" em troca de um salário que me seria pago por ele, Lula Filho.

Confesso que fiquei emocionado. Nunca imaginei que os jornalistas daquela revista, sempre ocupadíssimos, tivessem tempo para ler o meu blog.

Quanto à hipótese levantada, não há o que discutir. Basta clicar os arquivos e o internauta pode conferir minha posição diante dos desgovernos do governo Lula. E também as reações impetuosas de petistas, muitas vezes carregadas de malvadezas e acusações levianas parecidas com as de Veja, só que no sentido oposto. De eu ser a favor dos tucanos. Cheguei a ser alcunhado de "Tascano" por petistas "aloprados".

Well... Recebo portanto a "acusação" de ser lulista por Veja como um diploma de bom jornalismo. Uma glória que não esperava receber em vida.

Mas, em respeito aos leitores da revista, há duas afirmações no texto publicado que precisam ser corrigidas (página 61, da edicão deste domingo, número 1980).

1. Nunca recebi dinheiro algum de "Lulinha" ou de sua empresa Gamecorp.
2. Sou contratado da Rede 21, empresa do Grupo Bandeirantes de Comunicação, desde 2005. E não 2006, como informa, de novo equivocadamente, o tal Julio.


Isso posto e corrigido, tenho a comentar o seguinte: é público e notório que sou apresentador do programa Saca-Rolha, ao lado de Lobão e Mariana Weickert. Atualmente, o talkshow é veiculado na PlayTV, canal de TV que é controlado pelo Grupo Bandeirantes em co-gestão com a Gamecorp, empresa da qual o filho de Lula é sócio. Só quem nunca viu o programa, diria que eu, ou o programa, tivesse um só dia postura simpática ou mesmo não crítica ao governo petista.

É fato conhecido também que a PlayTV, mesmo recém nascida, já bate com folga no IBOPE a MTV, emissora musical do grupo Abril, o mesmo de Veja. PlayTV e MTV disputam a mesma faixa de audiência. E a MTV perde sempre. Será que é isso que de fato incomoda o pessoal da Veja? Nunca se sabe.


Depois de ter sido processado no passado por Paulo Maluf, ter a minha credibilidade colocada em dúvida desta forma infantil por Veja- e que me desculpem as crianças por usar esse termo- é a mais alta honraria já recebida por esse comunicador. Ao contrário de trair o Varela, como quer a revista, percebo que continuo é confundindo a cabeça cheia de certezas de certos jornalistas sem pontaria. A nota de Veja é uma medalha que vou guardar com carinho para sempre.

Escrito por Marcelo Tas às 09h18
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28/10/2006

A vitória dos indecisos




No meu curto tempo de vida, esta é a primeira eleição que presencio com tantos indecisos. Não daqueles que saem nas pesquisas. Que não sabem ainda em quem votar. Mas daqueles que mesmo sabendo em quem vão votar, votam com pouca convicção. Sem paixão. Sem saber se estão fazendo a coisa certa.

Acalmem-se, aloprados de ambos os lados. Sim, sei que existem vocês. Homens-bomba pronto para explodir em orgasmos múltiplos ao ler a cantilena sonolenta anti-FHC de Emir Sader em Carta Maior; ou um post kilométrico de Reinaldão Azevedo, franco-atirador-blogueiro de Veja. Muitos de vocês passam por esse blog diariamente para me "xingar" de tucano ou de "anti-tucano", a favor de Lulinha. Vocês, que não enxegam nada além do branco e preto, sabem perfeitamente que estão votando no candidato certo. Por isso estão errados.

A beleza dessa crise de credibilidade é a morte de Dom Sebastião, aquele ungido por deus que viria para nos salvar. Luis Inácio foi o último dos moicanos. Não é mais virgem em honestidade. Seus "cumpanheiros" aloprados, sem ele saber, fizeram a maior demonstração já exposta com provas documentais de uso do dinheiro público e privado para tomar posse de uma nação. Por seu lado, Geraldo, o bom menino de Pinda, escorregou em vários tomates para explicar onde sua tão propalada eficiência estava quando eclodiram as Febems, o crime organizado e os "aloprados" tucanos que cavaram escândalos na reta final e santinhos do pau ôco como Álvaro Dias, o muso da peruca mais assídua dos holofotes das CPIs.

Portanto, crianças, finalmente, temos a opção de escolher entre dois candidatos humanos. Demasiadamente humanos. Que fazem alianças com ACM, Jader Barbalho, Newton Cardoso, Sarney e Jorge Borhausen. Quem fez com quem? Não importa. Eles fazem igual. Pois sabem que o buraco é mais embaixo. Sabem que depois que acabar essa campanha, a mais cara da história da República- R$ 100 milhões cada candidato- onde marketeiros pintaram e bordaram, voltamos à dura realidade.

Aliás, um parênteses. Até os marketeiros dos dois candidatos são tão iguais que recomendaram o mesmo figurino aos seus clientes nestes recentes debates da Globo e da Record: terno azul marinho e gravata vermelha. Uma receita norte-americana para sair bem no vídeo. Que traz a mensagem subliminar da bandeira do grande irmão do norte. Os candidatos acolheram a receita hollywoodiana à risca. Fecha parênteses.

A dura realidade é a maior dívida externa do mundo. Os maiores juros bancários do mundo. O pior crescimento do mundo. Ops... não, estamos na frente do Haiti. E, last but not least, a pior educação do planeta. As crianças não aprendem, chegam ao segundo grau sem saber LER!

E adivinhem, crianças, onde esses índices são piores? Justamente nos currais eleitorais onde os coronéis que apóiam ambos os candidatos, já mencionados, mandam e desmandam.

Este é o Brasil de verdade. O Brasil atual. Sem a maquiagem do marketeiro do Lula. Sem a maquiagem do marketeiro do Geraldinho.

Culpados? Chega de papo de culpado. Senão o Lula vem com Pedro Álvares Cabral para fugir da responsabilidade- e das virtudes, diga-se- dele. Senão o Geraldinho vem com a podridão do PT- que também trouxe virtudes, diga-se para o próprio Lula, que termina o governo com uma equipe inusitada. Totalmente reformatada. E muito superior aquela capitaneada por Zé Dirceu. Este sim, o grande símbolo do petismo que se foi. Ou não se foi e está só aguardando o seu votinho domingo para voltar com tudo?

Quer ficar mais indeciso? O Brasil cresce e melhora seus índices reduzindo a desigualdade desde 1993. Data em que começamos a praticar de verdade a democracia. Quando tiramos o playboyzinho do poder e começamos a votar. Aperfeiçoando o voto na experiência concreta de erros e acertos.

Bem, como você pode ver, eu também estou indeciso. Consigo ver virtudes e defeitos em cada uma das opções que temos. O que me alegra internamente é perceber que seja ela qual for o Brasil depende cada vez menos de quem for eleito. E cada vez mais de cada um de nós.

Bom voto a todos.

PS: quanto ao debate da Globo, recomendo a leitura do blog de Josias de Souza. Ele mata a pau e resume a ópera de um jeito que eu não seria capaz. Grande Josias.

Vai um trechinho abaixo. Para ler na íntregra, clique: josiasdesouza.folha.blog.uol.com.br

Foto: Reuters

..::..

Eleitores esfregam o caos na cara dos candidatos

Os móveis perdidos na casa inundada pela enchente. O irmão desempregado com três filhos para criar. Os direitos trabalhistas sonegados pela carteira não assinada. A filha de quatro anos condenada à escola pública. Os sogros sem plano de saúde submetidos à inclemência do SUS. A imprevidência de uma previdência em colapso. O pesadelo da casa própria. Os três amigos assassinados no bairro pobre. A corrupção. A impunidade.

Alguns dos dramas apresentados pelos eleitores, depois de devidamente filtrados pela produção da Globo, pertencem à pauta de governadores e prefeitos. Mas os presidenciáveis não se dignaram a esclarecer este ponto. O negócio de ambos é a venda de ilusão.

Lula respondeu ao irrespondível com o já tradicional “nunca se fez tanto na história desse país.” Alckmin repetiu que “o Brasil pode mais”. Os dois arremessaram em direção à platéia um amontoado de números e cifras. Ao final do embate, Willian Bonner soou otimista: “Agradeço aos eleitores indecisos, talvez agora não mais indecisos, depois desse debate maravilhoso.” Bobagem.

Escrito por Marcelo Tas às 08h19
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27/10/2006

Varela em SP: últimas semanas



Contagem regressiva: últimas quatro semanas de "A História do Brasil Segundo Ernesto Varela- Como Chegamos Aqui?", em São Paulo, no teatro Tucarena, em Perdizes.

www.comochegamosaqui.com.br

Quem foi, foi. Quem não foi... só vai conseguir ver em Curitiba- Dezembro e Brasília- Janeiro, já com o novo presidente incorporado na História. Como diz aquele deputado federal super ativo, Brasília nunca mais será a mesma!

Escrito por Marcelo Tas às 17h18
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Aceita, Cléo



Resta uma esperança para "este país". Cléo Pires foi convidada para interpretar Sofia, a namorada do traficante João Estrella, em "Meu Nome Não é Jonny". Trata-se de filme baseado no livro de mesmo nome do jornalista Guilherme Fiúza, que conta a história real de um traficante da classe média alta carioca.

O livro, já comentado aqui, é imperdível. Finalmente, vemos o outro lado da moeda. O tráfico de drogas pesado que rola no Brasil é visto da janela de um apartamento no bairro do Leblon e não lá de cima da favela no morro, como nossos cineastas verde-amarelos tanto gostam.

Estou aqui torcendo e rezando para Cléo Pires aceitar o convite. Ela é perfeita para fazer a Elza. Ainda mais que João será interpretado pelo sensacional Selton Mello.

Se aceitar, será o segundo longa de Cléo. Revelada em Benjamim, sob a batuta da minha querida amiga Monique Gardemberg.

Aceita, Cléo, aceita.

Escrito por Marcelo Tas às 13h01
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À conta gotas



..::.. Notícia acima é da agência Reuters, de ontem a noite. Hoje a notícia foi desmentida por um delegado da PF, como vc pode ler aqui em nota do mesmo repórter da Reuters:


Por Áureo Germano
BRASÍLIA (Reuters) - O testemunho dado à Polícia Federal por Agnaldo Henrique Lima, que afirma ter levado R$ 250 mil ao ex-coordenador da campanha do senador Aloizio Mercadante (PT) ao governo de São Paulo, Hamilton Lacerda, é uma farsa, segundo o superintendente da Polícia Federal em Mato Grosso, delegado Daniel Lorenz.
"As declarações deles não se mostraram verdadeiras. Não comprovamos as movimentações com documentos", afirmou o delegado à Reuters, por telefone, nesta sexta-feira.
Agnaldo será indiciado por falsidade ideológica, segundo o policial

..::..

Enfim, aquele diz que diz de sempre. O fato é que Hamilton Lacerda foi fotografado pelo circuito interno do Hotel Ibis com uma mala. No mesmo dia em que surgiram os tais R$ 1,7 milhões para comprar o dossiê. No mesmo dia em que dois petistas confessaram o crime. Alguns dias depois o presidente Lula os chamou de "aloprados".

Well, well...


E daí? O público está cansado. Anestesiado com tanto escândalo.

Vivemos uma sensação parecida com a eleição para o segundo mandato de FHC. Uma pressa para acabar logo com isso. Um esgotamento de energia para discutir o voto.

Um cheio intragável no ar, apesar de Lula ter recuperado o seu "astral", gritando contra as elites sobre um palanque no Maranhão, sol de rachar mamona, ao lado da família Sarney, que massacra há tantas décadas com sua oligarquia imperial o povo que ouve o discurso na praça.

Geraldo não fica atrás. Tem apoio de ACM, Garotinho... sem contar seus padrinhos diretos, Tasso Jereissati, Jorge Bornhausen e Cia. Aliás, minha tese para o deslizamento de Alckmin é justamente a companhia dos que o cercam mais de perto. Enquanto o presidente Lula conseguiu reunir, entre os que sobraram do naufrágio petistas, alguns poucos elementos de valor. E bote poucos nisso: Dilma, Marco Aurélio, Mantega... Outro mais? Geraldo, ficou somente com a canalha oportunista. A nobreza tucana só o encontrou, nessa reta final, sobre o palanque do Anhangabaú. Serra estava na Mostra de Cinema durante o último debate presidencial, um sinal eloquente das prioridades dele atuais. Mesmo que o povão não perceba, quando um cara está sozinho, ele mostra isso na face. É o que acontece com Geraldo neste momento.

Mas, sim, vamos votar logo. E que Deus nos ajude. Se bem que até Ele já deve estar cansado de nós.


Escrito por Marcelo Tas às 09h10
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26/10/2006

HOJE no teatro: Fernando Mitre, diretor de jornalismo da BAND



Como hoje é quinta, tem debate após a peça "A História do Brasil Segundo Ernesto Varela- Como Chegamos Aqui?".

www.comochegamosaqui.com.br

O convidado é Fernando Mitre, diretor de jornalismo da BAND e coordenador do primeiro debate presidencial desta campanha.

Vai ser animado. Apareçam!

Escrito por Marcelo Tas às 13h39
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Para vossa reflexão pós-eleitoral

OK, Lula já levou.

Dito isto, reproduzo abaixo, artigo que provavelmente passou ileso por vossos olhos, publicado semana passada na Folha, da filósofa Maria Sylvia Carvalho Franco. Ora, a filosofia, tão fora de moda...

Nenhuma intenção de convencimento eleitoral. Juro. Aliás, nenhum candidato me convenceu. Na verdade, nem sei se tentaram.

Vamos combinar o seguinte: Lula já ganhou. Podemos comemorar a continuidade do que sempre aconteceu "neste país". O texto abaixo é uma mera provocação à sua e ao meu entorpecimento pelo cansaço do blablablá de campanha.

Viva o Brasil.

..::..

VISÃO DO PARAÍSO

MARIA SYLVIA CARVALHO FRANCO

"NESTE PAÍS" harmonioso, imaginado por Lula -deus benévolo-, equilibram-se ricos e pobres. A polícia é republicana, famílias saem da pobreza, crianças vão à escola, a saúde é excelente, todos são iluminados, agricultores e industriais prosperam, abunda o crédito benfazejo, os negócios internos crescem e os exteriores nem se fala, sobejam reservas, ninguém precisa de moral (reclamos de ética enfadam, segundo Genro).
Eldorado e retórica falazes. Mais prisões podem tão-só refletir mais crimes. Taxa de freqüência à escola não mede sua má qualidade (a reserva de cotas o atesta) e não tolhe a evasão do jovem. O controle sanitário é deficiente, o trabalho, escasso, empresas fecham, tarifas crescem, a importação para consumo supera a de bens de capital, a carga tributária é recorde, o capital exterior flui sem ônus, as contas governamentais coibem o investimento, grassam os pacotes eleitoreiros (agrícolas, habitacionais, creditícios etc.), o PIB encolhe.
Louva-se a política externa alinhada aos latinos, africanos, asiáticos. Argüiram-se as privatizações lesivas à nação, mas o BNDES atual é farto com a Telecom ítalo-americana. As estatais, bem ou mal, foram vendidas, enquanto a Petrobras, na Bolívia (pobre vítima do imperialismo tupi...) foi "entregue" sem tostão. Enquanto isso, a real política externa priorizou os riquíssimos: não foi nos salões diplomáticos, mas nas bancas financeiras e nos juros mais altos do mundo -com seu irmão siamês, o imposto excessivo- que ela se efetivou: seu chanceler de fato foi Palocci, e seu condestável, Meirelles, reduzindo o país a entreposto do capital estrangeiro. A riqueza nacional aí transferida ganha de qualquer outro desmando político-econômico.
Com o medieval "óbolo do Alvorada", pretende-se distribuir renda e justiça social. Mas como integrar populações carentes em uma sociedade submetida ao capital financeiro, com os setores produtivos e mercantis atrofiados? O simples consumo não permite sequer reproduzir o sistema, quanto mais ampliá-lo. O Bolsa Família, diz-se, "turbinou" o comércio nordestino de eletrodomésticos, celulares e computadores. Milagre ? Negócio da China? O microcrédito, aconselhado pelo BID, aqui não assegura retorno produtivo. Na categoria do consumo cai também o "crédito consignado", exaurindo os salários.
Os bancos, inocentes, apenas "intermedeiam" dívidas privadas ou públicas, desde os Függer. Nesse éden, Lula serve ao banqueiro com submissão, ao pobre, com embuste. O remediado, tange com ideologia. Setúbal tem suas razões ao acolher Lula ou Alckmin: alegria de rico é eterna. Desde que não aposte em reinos caloteiros e em operações fantasiosas, como fez a própria Casa Függer.

Escrito por Marcelo Tas às 13h35
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Angeli, sempre ele, com o perfeito resumo da ópera



Charge publicada na Folha de S. Paulo de 25/10/2006

Escrito por Marcelo Tas às 11h04
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Nova aparição de Rodrigo em Lost



O Zaratrusta, navegante deste blog que mora no Texas, onde é Senior Developer de software, está atento ao desempenho do Rodrigo Santoro em Lost. Manda avisar que subiu uma nova aparição do ator brasileiro na série, desta vez com legendas em português para você não perder nem um segundo. O excelente ator brasileiro (quem viu Bicho de Sete Cabeças sabe do que estou falando) começa a mostrar sua ginga, literalmente.

Boa, Rodrigo.

Escrito por Marcelo Tas às 09h07
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25/10/2006

Para você faturar um extra neste Natal



Hoje, na transmissão ao vivo do podcast do Blog do Tas, as 8 da noite, vamos sugerir uma maneira de você turbinar suas finanças neste final de ano, nobre internauta.

Buscamos inspiração naqueles caras que sabem ganhar dinheiro, os americanos. Vende como pão fresco por lá esses bonequinhos de políticos falantes. É simples, você cutuca a barriguinha deles, eles soltam uma daquelas frases que nos falaram o ano todo, ou a vida toda.

No programa de hoje, vamos eleger as figuras nacionais que merecem virar bonecos falantes. Você está convidado a sugerir aqui o nome da figura e que frase deveríamos colocar para ele dizer quando clicado na barriga. O resultado você vê na transmissão ao vivo, as 8 da noite.

Na enquete, ao lado, o blog vai tirar a temperatura do voto do internauta. O resultado, claro, não tem valor científico.

Escrito por Marcelo Tas às 09h48
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EUA no Iraque: como sair de fininho?



Outubro foi o mês mais sangrento para as tropas americanas no Iraque. Mas, Novembro vem aí...

O cartum acima é da atual edição da revista Time, que agora sugere que os EUA deveriam sair fininho. Fala-se numa negociação para uma saída nos próximos 12-18 meses. Mas, ninguém admite falar em fracasso.

Teriam economizado bilhões de dólares se tivessem ouvido há três anos, Abril de 2003, o jornalista Peter Arnett. Numa entrevista à TV Iraqueana (foto abaixo à esquerda) o então correspondente da NBC disse que os EUA deveriam sair imediatamente de lá pois a operação fora um fracasso completo. Foi imediatamente censurado e demitido. Arnett ganhou o Pulitzer pela cobertura da Guerra do Vietnã e foi a principal figura da cobertura da Guerra do Golfo, lá no mesmo Iraque (foto abaixo à direita). Que tal colocá-lo agora como presidente da rede. Ou do próprio país?

Escrito por Marcelo Tas às 09h29
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24/10/2006

O debate em números: Lula 73 x Geraldo 66



A Folha de S. Paulo, sempre vigilante por eles, levantou o debate em números.

Resolvi ir mais fundo na tara pelos algarismos: reconferi a contagem da Folha e recortei-a em fatias menores para tentar tirar algum suco dela para vocês. Vamos lá:

LULA 73 x GERALDO 66
Impressionante, o candidato do PT conseguiu falar mais dados estatísticos do que seu adversário tucano.

VOLTA MAIS RÁPIDA
O candidato do PSDB conseguiu citar mais números numa única resposta: 11, marca cravada no primeiro bloco do debate.

IBOPE ALTO NA RECORD
16 pontos de média, com picos de 20: foi alto o Ibope do debate, empatou na média com o da Band, que atingiu um pico maior, 22.

FALHA DA FOLHA
A manchete da Folha diz que foram citados 147 números. Porém somando as parciais no texto no jornal chega-se a 151. Um erro de 4 números para menos. Falha deles ou falha nossa?

MISÉRIA DIMINUI DESDE 1993
Apesar de todo o blablablá numérico dos candidatos, Gustavo Patu, da mesma Folha, informa que segundo o IBGE os índices de combate à miséria no país vem melhorando desde 1993 (data que coincide com o expurgo do playboyzinho Collor da presidência e com o início de eleições em sequência dos nossos representantes, o verdadeiro período constante e firme de alguma democracia "neste país", como diz o presidente).

LULA = FHC
Segundo o mesmo IBGE, o índice anual que mede a queda da desigualdade social é quase idêntico nos governos Lula e FHC: 5,2% do petista contra 5,1% do tucano.

Portanto, vamos ao trabalho, que a estrada é longa e a vida dura, torcida brasileira.

Escrito por Marcelo Tas às 09h22
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23/10/2006

Blog do Tas é nominado ao Bobs




Meninos e meninas, esse blog foi nominado ao concurso international de blogs The Bobs, promovido pela Deutsche Welle, a Rede de Comunicação Alemã.

E não é na categoria em língua portuguesa não, crianças! Estamos concorrendo entre os melhores Blogs Corporativos do Mundo (ou seja, entre aqueles que são contratados de uma empresa de comunicação, como é o meu caso aqui no UOL).

Somos o único blog brasileiro disputando a categoria. Já estamos em terceiro lugar! Quem quiser saber mais e votar. É só clicar aqui.

Ah, todos os votantes on-line concorrem a um iPod Video!

Quem me avisou de tamanha honra, e já votou neste blog, foi o Vladimir Perche Cruz. Navegante sempre atento deste canto aqui. Valeu, VPC! Parabéns de verdade a todos que por aqui passam e comentam. Vocês são os grandes culpados por essa nominação, que já é um grande prêmio! Obrigado!!!!!!

Escrito por Marcelo Tas às 18h02
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Big Bother Brasília: uma câmera ligada no almoço de simpatizantes de Lula



Papo informal entre amigos simpatizantes do presidente Lula. No vídeo, mesmo entre aqueles que o admiram, todos desejam que o candidato explique mais do que explicou até agora.

Segundo a minha informante- atenção Carta Capital, eu também tenho minhas fontes sigilosas- o vídeo foi realizado por um "holandês socialista" durante um almoço de amigos simpatizantes do petista num setor de funcionário públicos de Brasília (alguém aí da capital federal me corrija se identificar o contrário, por favor). Aliás, da sacada do apartamento dá para se ver ao fundo a Esplanada dos Ministérios. Penso que esse video doméstico, uma espécie de BBB- Big Brother Brasília- reflete uma preocupação com a atitude do presidente nesse eventual segundo mandato. Além de refletir também um entusiasmo bem reduzido, até mesmo dos próprios simpatizantes dos candidatos, com o segundo turno praticamente decidido a favor de Lula.


ATENÇÃO: este video não tem nenhuma pegadinha. Nenhuma declaração bombástica. Nenhuma peça de publicidade. Se você está atrás disso, não perca tempo assistindo. A intenção de colocá-lo aqui é para sua mera reflexão sobre este final meia boca do processo político eleitoral 2006.

Escrito por Marcelo Tas às 14h14
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22/10/2006

GP Brasil: 3 festas em uma





Vitória de Massa, campeonato de Alonso e uma corrida histórica de Schumi. Três festas num só GP. Acabei de chegar de lá, só três coisinhas a acrescentar já que vocês bem informados que são já sabem de tudo.


1: Acreditem, a torcida no autódromo vibrou mais com a impressionante corrida de Schumacher- a recuperação sobre humana do último para o quarto lugar- do que com a sensacional vitória de Felipe ou mesmo do campeonato do espanhol. O alemão sobra na pista. Foi emocionante testemunhar ao vivo a despedida dessa lenda do esporte mundial.

2: Massa e Ivete Sangalo precisam urgentemente de um personal stylist (é assim que se escreve?). O vestidinho dela e o macacão do nosso grande piloto vitorioso eram absolutamente horrosos.

3: Seguramente, o GP São Paulo de Fórmula 1 é o maior encontro de homens brancos de boné do Hemisfério Sul.

Escrito por Marcelo Tas às 17h44
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VEJA informa: Lula ganhou a eleição



Posso estar enganado, o que acontece com frequência, mas esta capa de Veja, com essa "denúncia" requentada, só traz uma informação: Lula ganhou a eleição.

Enquanto Veja, que sempre se coloca a favor do livre mercado, parece querer dizer- a matéria é muito confusa- que fazer lobby é pecado. Por seu lado, a Carta Capital, que sempre se coloca na a favor do bom jornalismo, parece querer nos informar- a matéria é muito confusa- que jornalistas negociam com suas fontes de informação. Ah é? Então tá.

É melancólico, nesta reta final, com um processo eleitoral tão rico em andamento, as semanais que já prestaram importantes serviços à democracia, estejam patinando na maionese.

Escrito por Marcelo Tas às 00h34
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20/10/2006

Gerald Thomas encontra Ernesto Varela



Esta semana, ganhei o maior presente desta temporada no Teatro Tucarena, em São Paulo.

Gerald Thomas apareceu, assistiu, participou da peça e generosamente acabou nos recomendando no seu blog.

Com seu talento, amizade e precisão provocou uma enorme onda de inspirações no espetáculo que só um mestre do teatro como ele seria capaz.

Danke, herr Thomas.


Este final de semana, tem teatro: www.comochegamosaqui.com.br

Escrito por Marcelo Tas às 15h52
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What happen?



Rodrigo Santoro dá entrevista no lançamento da série Lost. Mostra o cara boa praça que é de verdade (conheço bem a famíla do moço que é sensacional) e que tem se esmerado nas aulas de pronúncia do inglês. Só que na hora H, a torcida brasileira se decepcionou. Ele aparece na série famosa falando duas palavras: What happen?

Ainda não foi desta vez que um ator brasileiro talentoso, como é o caso de Santoro, estouro no Norte, leia-se em Hollywood, como se dizia antigamente. Mas ainda há tempo. Boa sorte para ele!



Escrito por Marcelo Tas às 15h20
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F1, sou fã




Crianças, desculpem quem não gosta, mas sou o maior fã de Fórmula 1. É uma grande data o Grande Prêmio de Fórmula 1, de São Paulo. Domingo, estou lá em Interlagos


Foto: AFP/ UOL

Escrito por Marcelo Tas às 14h31
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E-mail do neto de um ex-comunista



A entrevista com a deputada federal Manuela acendeu a conversa sobre liberdade e os regimes socialistas e totalitários, antigos ou ainda em atividade no mundo.

Penso que o debate sobre liberdade de expressão é crucial no mundo hoje. Vivemos, como sempre, entre o oito e o oitenta. A possibilidade de uma expressão individual como nunca existiu, especialmente através da internet. E o fantasma da pata pesada dos governos ditos "democráticos", de enquadrar os artistas, jornalistas e público em geral.

Publico abaixo e-mail do neto de um comunista da ex-Tchecoslováquia. O autor prefere não se identificar.

Foto: soldado com um cachorrinho na fronteira da Coréia do Norte, um dia depois do teste nuclear realizado recentemente naquele país onde apenas uma pessoa tem direito a fazer o que quer: o ditador Kim Jon-il.

..::..

"Sobre comunismo, eu tenho autoridade para falar. Minha familia fugiu da Tchecoslovaquia na segunda metade do seculo. Nos anos 80, meu pai foi fazer um doutorado na Franca e tivemos a oportunidade de fazer uma viagem para esse pais. Algumas coisas impressionaram muito. E nao estou falando dos carros Lada (unico modelo existente), mas sim da total falta de liberdade de expressao/locomocao. Em portugues claro: voce nao podia fazer absolutamente nada. Para viajar mais do que 100Km, era preciso uma autorizacao da policia (!?!).

Chegando na cidade do meu avô, nao tivemos acesso aos meus familiares (foi proibido). Enfim, eu era criança nessa epoca. Nessa viagem, nos cruzamos a Alemanha ocidental para a oriental para depois entao entrar na Tchecoslovaquia. A Alemanha oriental era tao depressiva. Soldados bebados aos montes e todos muitos tristes.

Mas a Tchecoslovaquia nao era o pior pais. Se algum Brasileiro conhecesse a Bielorussia, ai sim essa ele ia conhecer BEM o que é um estado/policia/ultra-autoritário. Nao estou falando que outros sistemas sao maravilhas. Longe disso. Mas defender Cuba? Alguns amigos meus da Bielorussia (que foram soldados nos anos 80 e foram para Cuba) afirmaram que Cuba é um grande prostibulo (barato e não carimba passaportes) e que o Fidel tira uma $ com isso (ai explicaria o seu aparecimento na Forbes né ?).

Mas isso eu não tenho como provar. O grande problema do comunismo, ao meu ver, é que nesse sistema existe apenas um pequeno grupo de pessoas que tem um controle total sobre tudo/todos e isso definitivamente nao é bom."

Escrito por Marcelo Tas às 12h25
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19/10/2006

Entrevista com a deputada federal Manuela, a bela

Carregando video...


Clique e veja: a deputada federal eleita Manuela D'Avila do PC do B
gaúcho, 25 anos, a mais jovem a ser eleita ao Congresso Nacional, concede
entrevista exclusiva ao Blog do Tas. Entre outras, ela fala sobre machismo,
militância, a supercialidade da beleza e da liberdade de expressão em
Cuba e na China.


Escrito por Marcelo Tas às 14h54
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Escrito por Marcelo Tas às 12h03
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SP acorda com chuva e um carro de F1



Esta manhã, um carro de Fórmula 1 saiu do Teatro Municipal no centro de São Paulo e foi até o Ibirapuera. Mais precisamente entre 05h44 e 05h46 da matina. Isto mesmo, em dois minutos.

Sim, o cara acelerou tudo, inclusive na 23 de Maio, pista expressa lotada de radares sedentos por multas. Claro, tudo rolou com guardinhas da CET cuidando do trânsito, dentro da maior segurança e pontualidade.

O video (de onde tirei essas fotinhas) é sensacional. Mais tarde subo ele aqui. Imita as tomadas de uma corrida de F1, inclusive com câmera dentro do carro, sobre os prédios, helicóptero... Uma super idéia.

O carro é da Red Bull Racing, aquele que o Galvão Bueno chama de RBR. Você sabe, né, o Brasil é um país tão gozado que até os capitalistas não estimulam o livre mercado! Ouviram essa, estatizantes obsessivos do terceiro grau que quase me degolaram no post abaixo? Vocês não estão sozinhos. Estão com a Globo!

;-)



Domingo, tem F1 em Interlagos, última corrida da carreira do mega campeão Michael Schumacher, última corrida do campeonato, que está a um milésimo de segundo para cair nas mãos de Fernando Alonso, da Renault. Essa eu não perco. Depois eu conto aqui.

Escrito por Marcelo Tas às 09h41
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18/10/2006

Por que não falar claramente sobre privatização?



Esse debate sobre privatização na campanha eleitoral é conversa para boi dormir. Nenhum dos candidatos quer de fato privatizar mais nada. Mas é um assunto que cutuca o nacionalismo boboca de muitos brasileiros.

O fato de uma empresa ser do estado não significa que é do povo. A favor do interesse público. Veja o caso do telefone. Eu, crianças, sou do tempo em que uma linha chegava a custar 3 mil dólares. Isso mesmo, dólares. Porque nosso dinheiro desvalorizava tão rápido durante o dia que não dava para falar em cruzeiro, ou cruzado, ou cruzado novo? Sarney, sempre ele, era o presidente.

As empresas telefônicas eram estatais, "nossas". Só que quem pagava o pato era o povo. Ou melhor, o povo nem sonhava com telefone. Não havia linhas disponíveis. A espera era infinita. Os serviços eram uma porcaria. Não tínhamos a quem reclamar. Hoje os serviços não são uma maravilha, mas existem mais de 90 milhões de celulares e cerca de 60 milhões de telefones fixos em funcionamento no país. Há competição entre as empresas para oferecer menor tarifa. Um telefone novo é instalado em 48 horas. É o bom e velho mercado regulando oferta e procura. Como deve ser num país livre e com um mínimo interesse de interagir com a economia mundial.

Mas para ganhar voto, vale requentar e mal tratar qualquer assunto. O candidato Geraldo, até porque anda mal das pernas, é quem deveria se antecipar à "acusação" de ser ele um privatista. Por que ele não esclarece de vez, com todas as letras, a privatização da Vale do Rio Doce- realizada no governo FHC do partido dele? Seria importante confirmar os números da venda da Vale que estão sendo chutados em discursos e correntes de e-mail por aí. Por que não dizer ao público claramente, com documentação legítima, quanto a Vale valia e quanto vale hoje? Quanto a Vale paga de impostos ao governo todo mês?

O eleitor e o processo político brasileiros sairiam ganhando.


PS- aproveite e vote na enquete aqui ao lado.


Escrito por Marcelo Tas às 08h46
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17/10/2006

Candidatos: os meus prós e contras



Quem conseguir olhar para cena política sem paixão, vai ver que o Brasil tem dois candidatos a presidente à altura dos nosso atual estágio de desenvolvimento político e cultural. Ou seja, nem excelentes, nem um vexame completo. Tem gente muito pior por aí, como Bush e Chaves.

Para mim, sinceramente, não vai fazer muita diferença qual deles ganhar a eleição. Temos um longo percurso, muito trabalho pela frente, para tornar o Brasil um lugar digno de se viver. Algo bem diferente das promessas de melhora imediata vendidadas pelos dois candidatos e suas militâncias.

São tantas as correntes que recebo de ambos os lados da militância nesta corrida presidencial, que resolvi publicar até o dia da eleição aqui os meus prós e contras de cada candidato.


GERALDO: PRÓS
- alta popularidade no estado que governou por 8 anos
- promete diminuir impostos
- promete diminuir a interferência do estado na nossa vida

GERALDO: CONTRAS
- certinho demais para ser de verdade
- falta de empatia
- apoio de jorge bornahausen e garotinho

..::..
LULA: PRÓS
- diminuiu a desigualdade social
- polícia federal trabalha como nunca
- nos livramos do FMI

LULA: CONTRAS
- mensalão
- muitos ministérios, muitos companheiros no governo e pouco trabalho
- apoio do newton cardoso e jader barbalho


Sugestões e críticas (civilizadas, bem-humoradas e sinceras) serão bem-vindas nos comentários. E que cada um vote naquele candidato que achar melhor. Cada um é responsável pelo seu voto.

Escrito por Marcelo Tas às 00h15
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16/10/2006

Vamos perguntar aos candidatos sobre o YouTube?



Enquanto continua o debate pré-histórico entre os candidatos sobre a privatização das teles...

Enquanto continua o lero-lero de "prioridade" para a educação...

... e "prioridade" também para segurança, saúde, habitação e unha do pé encravada...

Por que os candidatos não debatem as razões do YouTube ter sido vendido, um ano depois de ter sido criado, por U$ 1,6 bilhões de dólares?


Ou devemos permancer ad infinitum com nosso papel vexaminoso no comércio mundial de exportadores de matéria-prima a preço de banana: pau-brasil, ouro, minério de ferro, boi, vaca, soja...?


Alô alô alô... entrevistadores, marketeiros e perguntadores dos debates presidenciais, esse é o assunto que interessa!

Escrito por Marcelo Tas às 11h21
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