28/12/2006

Feliz 2007




Vou me desconectar por uma semana. Férias para mim e para vocês, inquietos internautas que frequentam essas águas.

Retorno à vida digital dia 4 de Janeiro. Comentários realizados nesse período repousarão docemente em um dos hardisks do UOL até a minha volta.

Aceitem minha gratidão pela experiência trepidante que foi este 2006. Agradeço o carinho e também as bordoadas que levei. Elas me ensinaram a ficar mais atento e, porque não dizer, mais forte.

Paz, saúde e discernimento. Se cuidem. Beijos a todos.

Bem-vindo, 2007.


Imagem: Angeli, publicado na Folha de S. Paulo, 28 Dezembro, 2006

Escrito por Marcelo Tas às 15h31

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Retrospectiva do BLog 3

Retrospectiva 3


O podcast desta semana revisitou o ano em três partes. É só clicar.

Escrito por Marcelo Tas às 15h24

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Retrospectiva do BLog 2

Retrospectiva 2


Escrito por Marcelo Tas às 15h22

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Retrospectiva do BLog 1

Retrospectiva 1


Escrito por Marcelo Tas às 15h09

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Viva o Rio



Rio de Janeiro: bandidos atacam civis e policiais.

Governador: recusa ajuda. Diz que está "monitorando" os bandidos e que está "tudo sob controle".

Você já viu este filme?

Viva o Rio.


Fotos:
Ana Branco/ Portal G1
Córa Ronai/ Blog www.cronai.com

Escrito por Marcelo Tas às 14h41

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A noite em que encontrei James Brown




Pérola do YouTube. 1966: o lançamento do míssil James Brown ao mundo, no "Ed Sullivan Show", então programa de maior prestígio da TV americana, digamos o "Jô Soares" deles na época.

Três décadas depois, na mesma Nova York, vi Brown ao vivo, no Radio City Hall, com a escolta privilegiada das minhas amigas Angélica Vieira e Lúcia Guimarães, que já brilhavam no Manhattan Connection do GNT.

A presença de Brown no palco me fez visualizar como seria uma missa conduzida pelo diabo. A atmosfera em torno dele é parecida com aquela que envolve as lutas de boxe, os cassinos de Las Vegas e os antigos camarotes dos bicheiros no sambódromo do Rio de Janeiro.

Diante da platéia, James aproveita cada milímetro da sua condição de "Godfather do Soul". O show é assim: super banda aquece o público até uma temperatura próxima do insuportável. Entra o negão baixinho e atarracado, cabelos alisados- meio Prince, meio Elvis, meio Michael... meio... todos é que são meio ele, evidentemente. Com uma longa capa vermelha de seda sobre os ombros, Brown parece medir três metros. Um pouco mágico, um pouco capeta mesmo. Não tem outra descrição possível.

Depois de estraçalhar a platéia com mais de duas dezenas de funks- os verdadeiros- hiper dançantes, Brown faz o maior charme para ir embora. Suas assistentes de palco, apetitosíssimas, teimam em tentar recolocar a capa sobre seus ombros. Por várias vezes, ele repete o gesto de jogar dramaticamente a capa no chão. Como um espírito que se recusasse a desencarnar. A platéia vai ao delírio. Suplica para que o transe não termine. Diante do suspense máximo, com toda crueldade que lhe compete, Brown se retira solenemente. Deixa a banda terminar o serviço. E não volta nunca mais.

Escrito por Marcelo Tas às 08h41

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27/12/2006

Qual o fato mais absurdo do ano?



Hoje no último podcast do ano, faremos aquela famosa retrospectiva do ano só quem em formato Blog do Tas. E para isso precisamos da sua ajuda: Qual o fato mais absurdo do ano?

Clique em uma das alternativas ao lado (no alto à esquerda). Ou deixe aqui o seu cometário (abaixo).

A transmissão do podcast, em vídeo e ao vivo, começa, as oito da noite em ponto, nesta Quarta-feira, dia 27. É a última transmissão do ano (já era hora desse 2006 acabar...)

Para participar basta ir até a home do UOL (alguns minutos antes das oito) e clicar para entrar na sala. Sejam bem-vindos.

Escrito por Marcelo Tas às 15h56

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26/12/2006

Ano termina com infidelidade recorde



E não estamos falando no marido da Suzana Vieira.

É a infidelidade política.

O atual bando- sim, bando- de congressistas (salvo as raras exceções) conseguiu fechar o ano com mais esse recorde: em 4 anos, 195 dos 513 deputados trocaram de partido.

Para vocês terem uma idéia do potencial desta legislatura que termina, os tais 195 parlamentares fizeram no total 345 mudanças partidárias (houve quem fizesse até 7 mudanças de sigla). Na legislatura anterior (1999-2003), 174 fizeram 281 trocas de legenda.

Tudo isso dados da própria Secretaria-Geral da Câmara

A fidelidade partidária, instrumento legal que pune o parlamentar infiel com a perda de mandato, já está prevista na Lei dos Partidos Políticos, mas é ignorada.

Essa inesquecível legislatura ficará certamente conhecida na História do Brasil como a dos mensaleiros, sanguessugas e outras sorte de insetos. E por ser aquela que, no apagar nas luzes, na moita, ainda tentou dobrar o salário e levou um sonoro NÃO da sociedade.

Que este redondo NÃO seja um trailer de outras manifestações que virão entre 2007 e 2010.

No que depender de nós aqui no blog, a luta continua.

Escrito por Marcelo Tas às 22h19

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25/12/2006

Bye bye, Braguinha





O cara compôs "Carinhoso" com Pixinguinha.

Foi responsável por dúzias de marchinhas que alteram instaneamente a atmosfera de qualquer ambiente como "Chiquita Bacana", "Balancê", "Pirata da Perna de Pau", "Touradas de Madri", "A Saudade mata a Gente", "As Pastorinhas", "Turma do Funil"...etc ... etc... etc...

Como se não bastasse foi produtor, diretor e idealizador da série infantil de discos coloridos (recentemente lançados em CD) conhecidas como "Disquinho", que povou a imaginação de pelo tres gerações, inclusive a minha.

"A velha vai ver que eu tenho razão
Macaco zangado pior que Leão..."

Obrigado, Braguinha.

Escrito por Marcelo Tas às 22h42

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22/12/2006

Paz, discernimento e diversão para todos





Molecada,

Obrigado pela companhia neste 2006, ano duro de roer. Para quebrar tanta dureza, cartum do Humberto e versos do poeta da pedra, João Cabral de Melo Neto, estes últimos enviados pela professora Vilma Guimarães.

A ela e a todos vocês, minha gratidão. Feliz Natal.

PS: semana que vem ainda estou por aqui.

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CARTÃO DE NATAL
João Cabral de Melo Neto

Pois que reinaugurando essa criança
pensam os homens
reinaugurar a sua vida
e começar novo caderno ,
fresco como o pão do dia;

pois que nestes dias a aventura
parece em ponto de vôo, e parece
que vão enfim poder
explodir suas sementes:

que desta vez não perca esse caderno
sua atração núbil para o dente;
que o entusiasmo conserve vivas
suas molas,
e possa enfim o ferro
comer a ferrugem
o sim comer o não.

Escrito por Marcelo Tas às 08h58

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21/12/2006

Paga a passagem, espera deitado e ainda comemora se embarcar no avião?






Assim como o superaumento foi barrado por pressão popular... A nova situação dos aeroportos não pode ser simplesmente tolerada. O blog abre os comentários para quem estiver ou souber de quem está no sufoco de viajar neste Natal.

Você já viu esse filme?

Escrito por Marcelo Tas às 22h39

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Dicas para o Papai Noel de última hora



Dicas de presentes inusitados


Escrito por Marcelo Tas às 22h24

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Liberdade em baixa na USP



Atenção aqueles que aqui compareceram criticando a ato dos estudantes da USP, apoiado por este blog, como um "ataque ao patrimônio público": leiam abaixo carta do presidente do Grêmio da FAU. Os alunos picharam informações de um ato contra a corrupção no ASFALTO da Cidade Universitária. E por isso foram levados até a Delegacia de Polícia, onde passaram a noite. E agora estão sendo processados na Justiça.

Sei que é um pouco fora de moda, mas não posso deixar de gritar. Abaixo a censura! Abaixo a repressão!


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USP

"O grêmio da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da USP repudia enfaticamente a criminalização da manifestação política ("TJ-SP mantém punição a alunos pichadores da USP", Cotidiano, 19/12). Tal fato expressa o crescente processo de repressão dentro e fora da universidade.

Os estudantes processados pintavam no asfalto uma chamada à manifestação contra a corrupção, que àquele momento estourava no Congresso Nacional. Ao contrário do que afirmou nota oficial da USP, que associou a arquitetura à mera preservação ambiental e, assim, à conservação das condições urbanas, é posição histórica desta escola pensar a arquitetura e o urbanismo como formas de transformação de nossas cidades diante do caos."

DANILO HIDEKI ABE, presidente do Grêmio da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da USP (São Paulo, SP)

Escrito por Marcelo Tas às 13h52

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Gabeira para Presidente da Câmara



Fernando Gabeira diz que "há espaço para um anticandidato" na Câmara.

Ora bolas, então esse anticandidato é você mesmo, nobre deputado.

Gabeira é um raro vestígio de elegância, inteligência e bom senso na vida nacional. Tem apoio total desse blog se resolver se candidatar a Presidente da Câmara Federal. O Congresso deveria elegê-lo de pé por aclamação.

Abaixo, texto postado no blog do excelentíssimo deputado federal pelo Rio de Janeiro.

Foto: jornal Comércio do Jahu

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Notas de um brasileiro voador
Fernando Gabeira

DE CERTA forma, vamos nos acostumando aos dissabores do atraso. Minha capacidade de leitura cresceu. Outro dia, escapei de um assalto na Linha Vermelha. Meu celular quebrou e, com os bônus que tinha, comprei um desses que enviam e-mails. Havia vários outros no avião. Estamos virando um Blade Runner tropical. Se houvesse o assalto, algumas áreas do Rio amanheceriam com os bandidos trocando e-mails nos aparelhos negros, coloridos pelos ícones.

Essa sensação de um mundo a um só tempo tecnológico e miserável eu já tinha em Copacabana, sobretudo diante das lojas de carros importados onde dormem mendigos.

Minha capacidade de adaptação é grande, tanto que, quando me negaram amendoim no avião, nem sequer lembrei o tempo em que ofereciam jantares com opções vegetarianas. Disse: pelo menos estamos voando, só com uma hora de atraso.

Mas há coisas às quais não me adapto. A falta de informações corretas nos aeroportos. O tratamento frio que dispensam aos viajantes. Sei que há uma tendência para a rispidez em algumas companhias aéreas, sobretudo por causa da arrogância colonial que se infiltra no coração dos mais limitados funcionários.

Essa tendência nasce dos próprios governos, que tendem a nos infantilizar e contar suas histórias pela metade. Você deixa seu trabalho lutando contra adeptos do governo que tentaram comprar um dossiê e mentem para se proteger. Você olha na tela do aeroporto, notícias sobre o Iraque, uma guerra montada na mentira de que Saddam tinha armas de destruição em massa. E vê que a polícia londrina foi absolvida não só de matar Jean Charles mas também de mentir sobre isso.

O tempo passa, você constata que perdeu uma hora. Ninguém informa nada. E você até aceita o atraso, desde que haja um pouco de cuidado. Essa história de atraso vem se arrastando há algum tempo. Mesmo antes do desastre da Gol, constatei que não era possível fazer agenda como antes. Cancelei uma viagem à Amazônia, onde haveria uma discussão ecológica. Fiz minhas contas e percebi que perderia três dias.

Os dissabores, para mim, realmente começaram a ficar visíveis após o colapso da Varig.

Viajo sempre nas primeiras filas. É nelas que vão também as pessoas doentes que, às vezes, dependem de soro para se alimentar no caminho. Vê-las no desconforto do atraso, sofrendo o cansaço típico dos lugares públicos, é triste.

Nosso problema é a segurança, dizem as autoridades diante do atraso. Por que não ampliar a preocupação e dizer que os problemas passam também por cuidar melhor das pessoas nesses períodos de crise?

Os governos tendem a ser defensivos. Toda a sua energia se concentra em criar um escudo contra as críticas. Os da esquerda, em certos casos, são piores, pois revestem suas trapalhadas de um verniz humanista, vivem chorando nas tribunas. Seus partidários na internet dizem: agora sim, com a crise aérea, a burguesia está sofrendo uma fração do que sofrem os pobres nas estradas de terra.

Cerca de 14 milhões de pessoas viajam nos aviões brasileiros. A democracia em progresso já, há muito, ampliou o espectro dos usuários. Com uma barrinha de cereal e um suco de manga, elas cruzam o país. Também a carga, passageira silenciosa, voa para todos os extremos, levando, em certos casos, produtos essenciais para os pobres. Às vezes, essenciais como um fígado, um rim.

O raciocínio do governo é este: tratar cada dificuldade como um caso isolado. Hoje, os controladores, amanhã os radares, depois o aparelho de comunicação, depois de amanhã, quem sabe, uma pane elétrica.

O dia em que compreenderem que há um problema de sistema, que é preciso fazer mudanças que vão desde o salário dos controladores e a revisão do equipamento até a mudança de modelo de gestão, as coisas certamente vão melhorar.

Estamos longe. É um governo acuado pela incompetência e pelas ondas de corrupção que ameaçam engolfá-lo. Sempre na defensiva: seu problema não é fazer, mas sobreviver. Quando revejo o passado, agendas que contavam com a precisão nos vôos, percebo que perdi meu nível de produtividade. Leio mais. Mas acho que, desse consolo, até os prisioneiros desfrutam.

Blade Runner tropical. Capitalismo selvagem com discursos e choro de socialismo moreno. A única coisa que me conforta é que essa é a escolha da maioria e só com paciência vamos convencê-la de outras opções. Restaram, de meio século de lutas: a barra de cereais, a democracia e um bom livro para cruzar os céus do meu país.

Blog de Fernando Gabeira: www.gabeira.com.br

Escrito por Marcelo Tas às 08h02

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Papai Noel faz o que você mandar



Papai Noel obedece


Escrito por Marcelo Tas às 07h45

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20/12/2006

Hoje no podcast: Blog de Natal



Que presente os parlamentares brasileiros merecem ganhar do Papai Noel?

Hoje, quarta, 8 da NOITE, a partir da Home do UOL.

Escrito por Marcelo Tas às 15h15

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19/12/2006

Parlamentares Escrotos, o clipe da hora





Escrito por Marcelo Tas às 15h46

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Prêmio Terça Insana de Humor 2006: levamos!





Ficamos duplamente honrados e serelepes. Ganhamos em DUAS categorias o prêmio Terça Insana de Humor:

PROGRAMA DE TV: "Saca-Rolha", que foi ao ar em 2005 e 2006 pela Rede 21, depois PlayTV ("foi" porque em 2007, o programa não irá mais ao ar na TV!)

PEÇA DE TEATRO: "A História do Brasil Segundo Ernesto Varela- Como Chegamos Aqui?"


Obrigado aos insanos e ao público, grande responsável pelo sucesso de ambas aventuras.

Beijos e minha gratidão a todos os companheiros de viagem.

Merda!

Escrito por Marcelo Tas às 13h38

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Ansiedade máxima: Papai Noel me acorda de madrugada




Einrasten Lassen!

Aggancia!

Snapp!

A palavra de ordem, companheiro, agora é esta: Encaixar!

Por algum acordo mal negociado pela mãe, fui derrubado da cama às 6 da manhã, com a tarefa de montar uma pista de Hotwheels- presente de Natal- do meu filho de 5 anos.

Estou esgotado. Tive que usar meus seis anos de engenharia civil. Vou tentar cancelar o meu dia e voltar para a cama. Quem inventou o Hotwheels? Quem inventou o Natal?

Não sei se consigo voltar aqui hoje. Arruinaram o meu dia.

Escrito por Marcelo Tas às 07h29

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18/12/2006

USP reprime e censura estudantes





Inacreditável e inaceitável notícia publicada nos jornais sobre estudantes da USP que foram condenados, em primeira instância, por "pichar uma rua da Cidade Universitária".

Tal pichação se resumia à frase: "Brasília 17". Uma convocação para um protesto contra a corrupção no dia 17 daquele mês, "postado" num muro em frente à FFLCH (Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas).

Segundo a reportagem da Folha, os alunos Daniel Sene, 25, e Ilana Tschiptschin, 23, foram flagrados pela Guarda Universitária, por volta das 2h do dia 9 de agosto do ano passado. E levados até a gloriosa 93º DP- Delegacia de Polícia do Jaguaré, onde ambos passaram a noite (!).

Trata-se de uma afronta à liberdade de expressão e organização dos alunos; e acima de tudo, um ato autoritário do comando da Cidade Universitária a favor do extermínio do tesão dos senhores e senhoras alunas. Portanto, todos nós devemos repudiar, denunciar e protestar contra tal atitude de suas excelências as autoridades da Cidade Universitária. Alô estudantada da USP, a luta continua. Vamos encher o saco do reitor, do prefeito, do diretor da FFLCH, do bispo... e de quem mais quem de direito aí, gente.


Foto: Leonardo Wen/Folha Imagem (Daniel Sene e Ilana Tschiptschin posam para foto na faculdade de arquitetura em protesto à decisão da Justiça e à posição da USP)

Escrito por Marcelo Tas às 14h53

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Não quero nem de graça



Recebo há cerca de um mês, de graça, sem ter solicitado, aquela-revista-que-dá-nojo-dizer-o-nome. Já liguei agradecendo e pedindo cancelamento da cortesia. Mas, nada. Insistem em enviar a semanal todo sábado para minha porta.

No último domingo, almoçando com amigos, comecei a entender o "fenômeno". Dois deles confirmaram que também estão recebendo a "assinatura cortesia".

Uau, pelo jeito, a coisa anda feia lá pelas bandas da marginal Pinheiros. Sinto muito, rapazes. Sei que a situação por aí deve estar difícil. Mas rogo aqui publicamente que párem de me enviar o tablóide. Se ao menos pegassem fogo com facilidade, as nobres páginas poderiam auxiliar no acendimento do fogão à lenha do sítio... Mas até nesse quesito, a credibilidade da revista é duvidosa.


Escrito por Marcelo Tas às 14h16

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Na guerra das TVs, o bispo avança

Matéria na Folha de S. Paulo de hoje, segunda, mostra quem de fato cresceu no mercado televisivo este ano: a TV Record. Inclusive em relação a abocanhar, proporcionalmente, mais verbas federais que suas concorrentes.

Leia aqui, para assinantes.

http://www1.folha.uol.com.br/fsp/brasil/fc1812200611.htm

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A Folha também, finalmente, esclarece numa matéria curta, meses de tinha gastas à toa por aquela-revista-que-dá-nojo-de-dizer-o-nome. A "TV do Lulinha" recebeu este ano "MENAS" verba de patrocinadores estatais do que antes, quando "não era do Lulinha".

Leia a matéria.

Quanto tempo e blablablá jogado fora. Nem assim conseguiram o que queriam. Vender mais revista. Muito pelo contrário. Soube que a coisa por lá está preta. Quer dizer, vermelha, no sentido "capitalista", contábil, do termo.


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Repasse à PlayTV caiu neste ano com "Lulinha"
DA SUCURSAL DE BRASÍLIA

A Play TV, ex-Rede 21, amargou até novembro uma queda de faturamento com publicidade estatal federal de 67% em comparação com os valores de 2005.

A cifra recebida pela emissora até novembro foi de R$ 1,11 milhão. No ano passado foi de R$ 3,36 milhões -atualizados pelo IPCA e constantes no banco de dados da Secom, na Presidência da República.
A Play TV tem sido enfocada desde a sua associação com a Gamecorp, empresa de Fábio Luiz Lula da Silva, filho do presidente Lula.

Desde o início deste ano, Fábio Luiz, também conhecido como Lulinha, arrenda uma parte do horário da emissora e transmite programas sobre games. Fez parte do acerto entre ele a TV a mudança do nome de Rede 21 para Play TV, e a divisão do faturamento publicitário.

A rede é uma emissora que transmite em UHF para várias cidades no Estado de São Paulo e por cabo em outras partes do país -chega a ter seu sinal repetido por TVs de VHF em algumas cidades, como Brasília. Sua acionista majoritária é a TV Bandeirantes.

Com a entrada de Lulinha na Play TV/Rede 21, a expectativa do mercado publicitário era a de que as verbas de propaganda federal poderiam aumentar para esse canal. Ocorreu o inverso, segundo dados obtidos pela Folha. Mas a situação da empresa é melhor do que nos anos em que o presidente da República era Fernando Henrique Cardoso.

O R$ 1,1 milhão de faturamento com publicidade estatal federal neste ano representa um aumento de 208,3% sobre os R$ 360 mil recebidos em 2002, último ano de FHC no Palácio do Planalto.

Antes de Lulinha entrar para a emissora, entretanto, as verbas federais eram mais fartas. Em 2004, a emissora chegou a receber R$ 4,6 milhões pela veiculação de anúncios de organismos federais. (FR)

Escrito por Marcelo Tas às 11h21

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Desafio público a Sílvio Santos






Verônica, jovem mãe de Sophia, 6 anos, enviou mensagem pública a Silvio Santos. Provavelmente, o homem do sorriso nunca a lerá. Para azar dele, cuja empresa vai descendo a ladeira acelerando, já ultrapassada pela TV Record no segundo lugar de audiência (em alguns horários) e faturamento (no ano de 2006). Se ouvisse seus telespectadores mais sensatos, como Verônica, e menos seu apetite por audiência instantânea a qualquer custo, o grande comunicador- e empresário de comunicação atrapalhado- teria alguma chance de não ver ruir o seu trabalho de décadas de tentativa de competir com a líder. Caminho que a Record parece ter descoberto.

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De: Verônica Bilyk
Para: Silvio Santos

Eu me prometi. Vou cumprir

Quero desafiar publicamente o Sr. Silvio Santos a sentar comigo numa sala de projeção do SBT e assistir a 3 episódios aleatórios da série REBELDE, em companhia de 4 crianças de 5-6 anos de idade, excetuando nesta escolha minha filha, que já foi danificada pela exposição involuntária ao conteúdo absolutamente inadequado deste programa.

Quero entender como este programa recebeu autorização legal para ser transmitido.

Trata-se de uma série infanto-juvenil cujos personagens, supostos pré-adolescentes, são vividos por jovens na faixa dos 19-20, algumas meninas já com seios siliconados, vestidas em uniformes de colegiais minúsculos, deixando tudo à mostra. São constantes cenas de bolinação e beijos explícitos, numa esfregação perturbadora, que não cessa. Não só isso, como também os personagens adultos vivem "momentos de grande impasse" quando, por exemplo, o pai do personagem Diego, vive o dliema de como envolver seu filho com uma garota "experiente" para saciar as vontades do menino !! SIM !! Isto tudo às 19:30 no SBT !!

Quero também enfatizar que mesmo em outro horário, esta porcaria não deveria receber nehuma autorização oficial de exibição. Quando "quase adultos" fingem ser crianças, e produtos da série (os uniformes, bonés, bonecas gigantes, afora os CDs), são comercializados em lojas populares, confundindo a cabeça de crianças de 3-4 anos que já ficam desesperadas pelos personagens, as coisas estão MUITO erradas.

O mal já foi feito. Quero saber quem se responsabiliza. E que atitude séria e cidadã tomar com relação a exibição deste programa?

Veronica Bilyk D´Andrea

Escrito por Marcelo Tas às 09h24

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17/12/2006

A personalidade do ano: você



Quando estreei meu site pessoal, aqui no UOL, escrevi na primeira página: "Finalmente virei o Roberto Marinho de mim mesmo". Era Agosto de 2003. Mais de três anos depois, a revista Time parece confirmar o meu faro. A personalidade do ano de 2006, capa da atual edição da semanal norte-americana, é "você". Cada um de vocês, nobres internautas, que com a internet viraram os robertos marinhos das suas próprias vozes.

Não é tudo, mas não é pouco.

Escrito por Marcelo Tas às 19h03

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Mãos no mouse, molecada



Há uma petição on-line contra o superaumento que os parlamentares brasileiros querem nos empurrar goela abaixo. Já está com quase cinco mil assinaturas. Acabei de deixar a minha lá. Na próxima semana, esta petição vai ser encaminhada ao Congresso. Não deixe de assinar.

http://www.petitiononline.com/oeleitor/petition.html

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Recebo muitos e-mails de gente disposta a reagir à atitude infantilóide dos parlamentares. André Cintra que abriu um blog especial sobre o assunto. Lá você encontra inspiração e informação de como fazer algo para reverter essa barbaridade.

www.noventavirgulaseteporcento.blogspot.com

Que me desculpem os céticos, mas acredito que com essas pequenas ações se começa a mudar este estado de coisas, apodrecido.


Imagem: mestre Angeli, na Folha de hoje.

Escrito por Marcelo Tas às 10h30

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16/12/2006

"Cumpanheiro" cartunista Adão envia seu recado ao Congresso




Escrito por Marcelo Tas às 09h16

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