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15/07/2008

Funk do Suassuna



Suassuna é o único desses velhinhos rabugentos que eu perdôo e aplaudo de pé, sempre. Neste vídeo, o valente escritor pernambucano nascido na Paraíba é remixado pelo DJ Raphael Mendes e pelo webnerd Jacaré Banguela.


Escrito por Marcelo Tas às 10h01
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14/07/2008

CQC 18


 


CQC 18
Dia 14 de Julho
22h15
Band
Reprise: sábados, 20h15 (compacto)
Para ir ao estúdio: plateiacqc@band.com.br
Contato: cqc@band.com.br

Entre outras:

CQC NA BOSSA NOVA
HOMENAGEM A DANIEL DANTAS, PITTA E NAHAS
PREFEITO ZÉ MALUQUINHO DE APARECIDA DO NORTE
PROTESTE JÁ: A CÂMARA DE VEREADORES DE GUARULHOS
ENTREVISTA: GÊMEAS DO NADO SINCRONIZADO
TOP FIVE
CORRIDA DE GT 3
NATÁLIA DO BBB NA PLAYBOY
ATRÁS DO RONALDINHO GAÚCHO



Críticas, comentários e sugestões são bem-vindas!

Escrito por Marcelo Tas às 15h57
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Senado paga 48 mil mensais por um banner!



Atenção trabalhadores de internet duros e mal pagos, seus problemas acabaram. O Senado Federal está investindo até 48 mil mensais num banner! Para quem não sabe, banner é aquela publicidade simples, em formato de pequenos tijolinhos, que aparece nas laterais dos websites.

A informação pode ser encontrada no próprio site do Senado. Lá se constata que o mini portal Paraiba.com.br recebe do Senado Federal R$ 48 mil mensais para divulgar um tijolinho desse tipo na sua home page:



A descoberta é do blog Contraditorium.

Há ainda outras informações importantes sobre o assunto: a mesma empresa, uma tal Era Digital Internet Graphics LTDA, cujo responsável atende pelo nome de Henrique Cirne, já havia firmado anteriormente pelo menos um outro contrato com o Senado. Este aqui: no valor de R$ 40 mil. .

Para terminar, uma coincidência industrial: a mesma empresa que se beneficia de tais contratos com o Senado também é detentora do domínio www.efraimmorais.com.br, que vem a ser o website oficial do ilustre Senador Efraim Morais, do Democratas, representante da Paraíba no Senado Federal. A coincidência pode ser facilmente confirmada numa busca simples no Registro.br, a instituição que cuida dos domínios da internet brasileira.


Aliás, no website oficial do nobre parlamentar pode-se encontrar um link para a tal empresa- Paraiba.com.br- o que parece confirmar uma relação no mínimo afetuosa entre ambos.



Resumo da ópera: a empresa que detém o domínio do Senador do Democratas pela Paraíba é a mesma empresa que se beneficia de pelo menos dois contratos com o Senado- de R$ 40 mil e R$ 48 mil mensais- para veiculção de um bannerzinho simples.

Ficam algumas perguntas no ar. Entre elas: o Senado precisa de publicidade paga? Caso afirmativo: precisa pagar um preço tão alto por ela? Caso afirmativo: por que pagar esse preço à Paraiba.com e não a um outro portal com mais audiência?


São perguntas que esperamos, cidadãos que pagam os salários e despesas dos Senadores, ver respondidas em breve.

Escrito por Marcelo Tas às 09h58
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Xilindró VIP



Angeli, publicado em versão wide-screen no UOL Notícias.

Escrito por Marcelo Tas às 08h57
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13/07/2008

Isto é Gilmar



O ministro do STF GIlmar Mendes, o mais veloz do Oeste, é um velho conhecido dos internautas brasileiros. É ele o protagonista do bate-boca com Joaquim Barbosa, seu colega também ministro que o acusa neste video de ser usuário do "jeitinho brasileiro".

Escrito por Marcelo Tas às 19h56
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11/07/2008

Tranca ou solta?

 

Volta DD, sai Pitta e Nahas.

..::..

Enviado por Andrade

 

Escrito por Marcelo Tas às 04h20
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10/07/2008

A Justiça foi rápida demais?

Enviado pelo Andrade

Escrito por Marcelo Tas às 10h27
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O meu 9 de Julho

Surpreendentes e inspiradas as interpretaçoes de voces sobre o feriado paulista de 9 de Julho. Abaixo, vai a versao do governador de Sao Paulo. A integra esta na Folha de S. Paulo de ontem, para assinantes.

..::..

9 de Julho

 

José Serra

 

NA MINHA infância e adolescência, a Revolução Constitucionalista de 1932 era algo muito presente. Eu conhecia pessoas e tinha professores que haviam apoiado o movimento e até participado dos combates. No colégio estadual em que estudava, eram feitos trabalhos e exposições. A bandeira paulista era hasteada com orgulho. Até competições esportivas aconteciam, como a Volta Ciclística 9 de Julho, quando dezenas de ciclistas percorriam o Estado durante quase um mês.


As gerações foram se sucedendo, e a revolução foi caindo no esquecimento. Além do tempo, a ditadura pós-1964 contribuiu para esse apagamento histórico, pois não tinha nenhuma afinidade eletiva com a defesa das liberdades democráticas e de um regime constitucional. A comemoração do 9 de Julho foi se transformando em um ato desprovido de sentido, e o movimento de 1932, empurrado para uma espécie de limbo da história.

O fato é que a abordagem do significado histórico da revolução de 1932 -que representou a maior guerra já havida dentro do território brasileiro- ficou, numa primeira fase, prisioneira de uma armadilha ideológica. Uns a identificaram com um suposto separatismo, coberto de antivarguismo, e um movimento saudoso da Primeira República. Outros, embora defendessem o 9 de Julho, o fizeram com teses reacionárias, o que facilitou a demonização do movimento. Mas a retomada de seus valores originários -a democracia e a liberdade-, dentro de suas complexidades e ambigüidades, tem merecido, felizmente, maior ênfase em anos recentes.


No seu início, o movimento não ficou restrito a São Paulo: contava com apoio em outros Estados. Mas as hesitações, de um lado, e a rápida ação do governo federal, do outro, acabaram isolando-o militarmente. Iniciada a guerra, as oposições civis nesses Estados foram silenciadas. Os interventores, nomeados pelo poder central, podiam ser demitidos a qualquer hora.
O isolamento paulista acabou permitindo que lhe fosse pespegada a pecha de "separatista". Em momento nenhum, porém, os líderes constitucionalistas apresentaram proposta nesse sentido. A ênfase do movimento foi a defesa intransigente da "reconstitucionalização" do país e a convocação de eleições livres, com voto secreto. O Brasil vivia sob um regime de exceção, a Constituição estava suspensa, o Judiciário, sem autonomia, e o Legislativo, desativado.

Escrito por Marcelo Tas às 10h26
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09/07/2008

Por que hoje é feriado?

9 de Julho: qual o motivo dessa data ter virado feriado e nome de avenida?

 

É proibido consultar o Google ou dizer porque sim, ok?

 

Escrito por Marcelo Tas às 12h31
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08/07/2008

Caco Galhardo e eu: como nascem os personagens?




Caco Galhardo e eu falamos hoje no Ilustra Brasil sobre criação de personagens nos quadrinhos e na TV.

É de grátis, as 20h00, no Senac Lapa.

Mais informações, aqui.

Escrito por Marcelo Tas às 13h50
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A luta continua: abaixo a censura!


Acordamos com a notícia da prisão de Pitta, Daniel Dantas e Nagi Nahas (consta que este último estava em Paraty, durante a Flip!). São as primeiras atitudes concretas depois da infindável novela bêbada do mensalão.

Mas não devemos comemorar nada. Além da prisão dos supostos envolvidos ser provisória, os ventos da burrice e do autoritarismo continuam soprando bem forte pelo país.

Agora é um projeto do Senador Eduardo Azeredo, do PSDB de Minas Gerais,que simplesmente quer censurar a INTERNET BRASILEIRA!!! A idéia de jerico é simplesmente bloquear a liberdade das redes P2P, aquelas redes de comunidades e de troca de informação.

Como diz o manifesto que já está circulando na rede: "É o reino da suspeita, do medo e da quebra da neutralidade da rede. Caso o projeto Substitutivo do Senador Azeredo seja aprovado, milhares de internautas serão transformados, de um dia para outro, em criminosos."

Na era digital, onde as possibilidades de negócios e aprendizado se alargam, surge na mente do político brasileiro a ânsia do atraso. Por que será? Será porque um povo calado, ignorante e domesticado é mais fácil de enganar?

Convido a todos a assinar a petição eletrônica que será encaminhada ao Senado contra essa idéia tão absurda quanto doente.

A petição é uma iniciativa dos professores André Lemos, da UFBA- Universidade Federal da Bahia, Sérgio Amadeu da Silveira, Professor do Mestrado da Faculdade Cásper Líbero e de João Carlos Rebello Caribé, consultor de negócios em Mídias Sociais


PS: Ajude a espalhar a notícia!

Escrito por Marcelo Tas às 11h46
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07/07/2008

CQC 17


CQC 17
Dia 7 de Julho
22h15
Band
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Entre outras:

TESTE DE HONESTIDADE EM BRASÍLIA
AFROFEGGAE
PREMIO MULTISHOW
PROTESTE JÁ: A HISTORIA COMPLETA DO VETO DO CQC NO CONGRESSO
ENTREVISTA: RENATO ARAGAO
TOP FIVE
FORMULA TRUCK
A PRIMEIRA MATÉRIA DO CQC NO CONGRESSO

Críticas, comentários e sugestões são bem-vindas!

Escrito por Marcelo Tas às 15h45
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06/07/2008

O triunfo dos nerds das letras




Para mim, esta é a imagem que vai ficar da Flip 2008: a fila de autógrafos do Neil Gaiman. Por quase 7 horas, mais de 500 pessoas aguardaram com paciência, elegância e animação o momento mágico do encontro com o autor dos mundos imaginários que povoam a mente dessa pequena multidão de nerds das letras.

Gaiman, assim como David Sedaris, representa uma nova geração de autores que não tem preconceito contra as novas ferramentas da revolução digital e seus etecétaras. Não estou falando apenas da internet. Mas de todas as várias camadas de comunicação, novas e antigas, que convivem simultaneamente e permitem cutucar com vara curta a imaginação do público. Seja a TV, o cinema, os games, um blog e até mesmo um desenho feito com caneta Bic. Aliás, este o objeto de desejo da fila.

Tomara que esta imagem e a Flip 2008, a primeira a ser transmitida na íntegra, ao vivo, pela internet, faça com que cada vez mais usemos essas ferramentas todas para falar menos da tecnologia e mais da viagem que podemos fazer com ela.

Vai abaixo, relato que recebi hoje pela manhã, de um desses preciosos seres do exército de Gaiman, Marie Bastos, frequentadora desse blog.

..::..

Sábado, 05 de Julho de 2008 – Conheci o Neil Gaiman

Acordei cedo na sexta-feira para ir pra Ubatuba, passei o dia lá e fui dormir na pousada, ou melhor, tentar dormir. Estava tão ansiosa que não conseguia pegar no sono, só depois da uma da manhã, Sandman veio tarde...

Me levantei eram 7:30, tomei café, fechei a mala, e segui viagem para Paraty as 8:55. Cheguei já eram 10:00. Fui para a fila dos esperançosos pois estava sem ingresso para a Tenda, fiquei esperando durante uma hora, super ansiosa na esperança de conseguir um ingresso. De repente ouço uma mulher falando: "Alguém quer ingresso para 11:45?!?" Já gritei quase sem ter ouvido direito o horário que ela falou: "Eu! Eu! Eu!" Ela só tinha 4 ingressos e 50 pessoas querendo comprar-los! Ela vendeu dois para um moço e mais um para outro e disse: "Perai, ela pediu primeiro" apontando para mim. Então paguei inteira, R$25,00, sem algum arrependimento e fui me juntar a alta sociedade que já estava na fila a muito tempo.

Eu estava tremendo de nervosa, não acreditava que tinha conseguido um ingresso! Depois de algumas fotos a porta foi liberada, os organizadores já dizendo para ter calma que tem lugar pra todo mundo. Entrando na Tenda foi uma correria pra achar lugar: "Desculpe, aqui não pode está reservado" Ai corre de volta, haha! Enfim sentamos e todos só na ansiedade esperando ele entrar. Quando finalmente ele entrou! Aplausos, gritos, assovios, como se fosse realmente um rock star subindo ao palco. A conversa foi muito legal e foi mediada pelo Marcelo Tas. Todos ganharam um papelzinho onde poderia escrever perguntas destinadas ao Gaiman ou ao Price, eu escrevi 7 e a Érika frente e verso! Hahahah! Mas no final só foram lidas 2 de outras pessoas pois o tempo era contado, começou as 11:45 em ponto e terminou as 13:00. A palestra estará inteira no youtube então vou pular os detalhes, mas no geral foi magnífico!

Assim que acabou foi a correria para a Tenda dos Autógrafos, hsuhausha só faltava morrer gente pisoteada! Chegando lá a fila já estava enormeeeeee! Então vi minha mãe lá na frente, achei que ela estava na fila pra comprar um livro pois bem em cima tinha uma placa escrito Livraria: "Mãe, o que você está fazendo aqui?" " Guardando lugar pra você!" "*_____*" Tinham somente 6 ou 7 pessoas na frente dela! Ela ficou quase uma hora lá guardando um lugar pra mim! Nossaaaaaa!! Veio a moça da organização com um pedacinho de papel falando pra por o seu nome e colocar como um marcador no livro e que eram 2 no máximo 3 livros por pessoa. Peguei o meu Doll's House e Death: The High Cost of Living e Os Caçadores de Sonhos do meu amigo e já fui preparando tudo. Estava quase chegando minha vez, já tinha esquecido tudo que eu queria perguntar para ele, meu coração parecia que iria sair do meu peito a qualquer segundo de tão forte que estava batendo, e eu vendo ele ali logo na minha frente.

Enfim era minha vez:

- "Hi"
- "Hi"

Eu já não conseguia falar inglês, português, nada.... Ele já começou a autografar.

- "Thanks so much for having written these books!"
- "Your welcome, I really enjoy it!"
- "They really meant a lot to me, I started reading them when I was 12 and it really helped me build my point of view of the world."
- "That's great!"
"
- "You grew up in the whole punk scene and you said it really influenced you and your writing"
- "Yes.
- "Hmmm…... Do you like Green Day?"
- "They're good, but they're more… new-punk"
- "Yeah!
- "I see them from an old man's point of view, as a new band."
- "I heard you're still looking for a director for a Sandman movie, what do you think of Tim Burton?"
- "I think he's a great director and I really admire his work, how he puts it all in very dark elements. But I think he worries too much about telling the story and leave out the characters sometimes just so he can tell the story. But I really liked Sweeney Todd!"
-"Can I take a picture next to you?"

O segurança já tinha falado que não podia.

- "Yeah! Sure!"

Estou indo para o lado dele e o segurança me barra então eu pergunto pra ele de novo se posso.

- "Sure, come here and take a Picture while I start signing other people's books."

Então eu dei a volta e tirei uma foto ao lado dele! Disse obrigada e ele de nada e sai de lá e abaixei meu óculos de sol que estava na minha cabeça pois meus olhos encheram-se de lágrimas de felicidade, estava tremendo e totalmente sem fala, abraçando os livros com tanta força que parecia que eles iriam embora se eu não segurasse-os forte o bastante.

Fotos: Marcelo Tas

Escrito por Marcelo Tas às 12h43
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Stoppard tira o chapéu para Indiana Jones




O nome da mesa era “Shakespeare, Utopia e Rock ‘n’ Roll”. Mas teve pouco de teatro, muitos devaneios e nada de rock'n'roll. Tom Stoppard preferiu oferecer uma aula de dramaturgia através dos diálogos que ele gostaria de ter escrito no cinema. O que não é pouca coisa, evidentemente.

Stoppard é provavelmente o maior dramaturgo hoje vivo no planeta. Alguns como Gerald Thomas, frequentador anônimo deste blog, o colocam no pódium mesmo se os mortos forem incluídos.

Não é difícil imaginar que a fala do professor Tom resultou numa descarga de insights luminosos. É um verdadeiro banho de cachoeira depois do sol quente ouví-lo comentar diálogos que ele tem inveja. Foi de Orson Welles, passando por "O Fugitivo", até chegar em Harrisson Ford à beira do penhasco, em Caçadores da Arca Perdida 3.

"Desculpem, vou mesmo baixando cada vez mais o nível", brincou Stoppard. E mostrou, como um mágico de festa infantil, que se pode encontrar pérolas mesmo no meio da lama do cinemão de Hollywood.

Stoppard foi introduzido à platéia por um texto imitando o estilo dele próprio, pelo escritor Luis Fernando Veríssimo. Fã declarado do autor, o sempre tímido Veríssimo se mostrou surpreendentemente gaiato como moderador. Arriscou até mesmo algumas gags. Mas sua performance acabou ziguezagueando entre Woody Allen e Eduardo Suplicy. Confundiu o nome da Festa Literária, a quem chamou de "Clip". E encerrou a palestra antes da hora, para desespero de Tom Stoppard que parecia ainda reservar munição para descarregar na platéia que acompanhou com atenção suas viagens por terrenos tão diversos e inusitados como o comunismo na sua terra natal, a Tchecoslováquia, Sócrates e o chapéu do Indiana Jones.

Foto: Ana Ottoni

Escrito por Marcelo Tas às 11h34
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Ainda o encontro Gaiman & Price

Não é fácil descrever a experência de participar da Flip na Tenda dos Autores. Há a ansiedade na fila, a troca de cenário, da luz clara e encantadora de Paraty para o escurinho de cinema do imenso auditório, esbarrar nos amigos e gente conhecida do mundo das letras e do show bizz brasileiro. Enfim, é um freje de camarote de carnaval mas com direito a um mergulho profundo numa conversa que pode ser bastante nutritiva para o cérebro e espírito.

 

Feita a ressalva, ou seja, a experiência de estar aqui não tem como ser traduzida em páginas de jornal nem em blog de internet, indico como a melhor descrição do papo que rolou no encontro entre Gaiman e Price, a mesa mais bochichada da Flip até o momento: Ligia Braslauskas, na Folha On-Line.

Escrito por Marcelo Tas às 10h15
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05/07/2008

A marca do Sandman




Gente, foi lindo. Como as coisas boas e importantes da vida, começou um pouco tenso para todo mundo. Depois foi uma delícia.

Acima uma imagem rara para vocês: o autógrafo do homem que mais dá autógrafos em Paraty, Neil Gaiman, no livro de ouro da Flip. No camarim, antes de irmos para o palco, desenhou Sandman, seu personagem mais conhecido, já uma lenda na história dos quadrinhos, dizendo: "Bons sonhos...", em português mesmo.

Abaixo, a visão da minha cadeira de moderador.

Mais abaixo, Luiza, minha filha mais velha, a quem agradeço a companhia e auxílio luxuoso na preparação para moderar o encontro entre Price e Gaiman, este último o ídolo máximo dela.



Fotos: Marcelo Tas

Escrito por Marcelo Tas às 14h21
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Encontro com Gaiman e Price


Estou a caminho de moderar o encontro entre os autores Neil Gaiman e Richard Price. Atenção ao relógio: começa as 11h45 e dura uma hora e quinze minutos aproximadamente. Trata-se de uma das mesas mais esperadas da Flip. Que os deuses da comunicação façam de mim uma plug de conexão dessas nobres e admiradas almas com o público.

O encontro vai ser transmitido ao vivo pela web. É só clicar aqui. Comentários, perguntas e críticas são muito bem-vindas.


Escrito por Marcelo Tas às 10h32
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04/07/2008

Jubileu: o "link perdido" da Flip com Paraty




Na geografia, Paraty fica entre Rio e São Paulo. Na prática, é muito longe de tudo. Inclusive dos dois centros urbanos mais importantes do Brasil. Não existe aeroporto e, quanto mais você se aproxima da cidade, a estrada vai ficando pior e desconfortável.

O sotaque daqui não é carioca nem paulista. E o jeitão das pessoas tem mais a ver com os habitantes das Minas Gerias: discretos, observadores e cheios de segredos, assim os paratienses são. Não é a toa que a Flip, que pretendia uma proximidade com a comunidade local desde a primeira edição em 2003, levou pelo menos dois anos para ser adotada pelos locais.

Segundo Belita Costa, uma das fundadoras do evento, a peça estratégica da conexão da Flip com Paraty atende pelo nome de João José da Silva Jr., professor de Matemática do colégio municipal e técnico jurídico no Fórum. Mas na cidade, todos o conhecem por outra identidade e profissão: Jubileu, o artesão responsável pelos bonecos do "Assombrosos do Morro", tradição do Carnaval de Paraty.

Na segunda edição da Flip, Jubileu foi convidado para dar uma oficina de bonecos. Havia 20 vagas. Apareceram mais de duas centenas de interessados, a maioria da própria cidade. Daí veio o clique: Jubileu virou o link da festa literária com a cidade.

Este ano, Jubileu é o responsável não só pela já tradicional instalação de personagens da literatura na praça principal, como também são dele os bonecos que decoram a Flip 2008.

O ateliê do artista se confunde com sua casa. E vice-versa. Jubileu e a mulher Nice, também professora e bonequeira, moram no Morro do Pontal, num clima de sítio do interior, em meio a galinhas e jabuticabeiras, de onde se avista a cidade. Justamente o tal morro de onde descem os "Assombrosos" para o carnaval e agora para a Flip.



A técnica para a confecção dos bonecos é simples como suas feições: arame, jornal velho e água com maizena. "E o erro as vezes é o mais bonito", explica Jubileu. Ao contrário dos bonecos de Olinda, os bonecos paratienses mexem os braços, a cintura, são vestíveis. No carnaval, é natural, um braço ou uma barriga sempre sai do lugar. Criando o tal "erro" apontado por Jubileu que deixa os bonecos ainda mais assombrosos.

Mas como vocês conseguem produzir tanto boneco sem recursos ou grandes equipes? Conversa vai conversa vem, ele entrega: o vistoso leão do Mágico de Oz, que ocupa a praça central este ano, é uma remasterização do coelho de Alice no País das Maravilhas, usado no ano anterior. Outro segredo de Paraty, que só sai depois de muita conversa e cafezinho coado.


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Neil Gaiman se encanta pelo Curupira em Paraty
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Escrito por Marcelo Tas às 18h22
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Meu encontro com uma revoada de Capitus




Em Paraty, uma sexta-feira de ruas inundadas por gente de fora e também "de dentro". Tive o privilégio de ser "sequestrado" por uma autêntica esquadrilha de Capitus. Eram garotas de um colégio público paratiense que se apresentavam na Flipinha. Sabiam tudo da mais famosa personagem de Machado de Assis.

Diante do meu espanto, rebateram: mas você não sabe que Machado produziu seu primeiro poema aos 16 anos?!

Não, não sabia. Aí está ele: "Ela", de 12 de janeiro de 1855.



"ELA"
Machado de Assis

Seus olhos que brilham tanto,
Que prendem tão doce encanto,
Que prendem um casto amor
Onde com rara beleza,
Se esmerou a natureza
Com meiguice e com primor

Suas faces purpurinas
De rubras cores divinas
De mago brilho e condão;
Meigas faces que harmonia
Inspira em doce poesia
Ao meu terno coração!

Sua boca meiga e breve,
Onde um sorriso de leve
Com doçura se desliza,
Ornando purpúrea cor,
Celestes lábios de amor
Que com neve se harmoniza.

Com sua boca mimosa
Solta voz harmoniosa
Que inspira ardente paixão,
Dos lábios de Querubim
Eu quisera ouvir um -sim-
P’ra alívio do coração!
Vem, ó anjo de candura,
Fazer a dita, a ventura
De minh’alma, sem vigor;
Donzela, vem dar-lhe alento,
“Dá-lhe um suspiro de amor!”


ASSIS, Machado de, 1839 – 1908
O Almada & outros poemas / Machado de Assis – São Paulo
Globo 1997 – (Obras completas de Machado de Assis)


Foto: Julius Wiedemann

Escrito por Marcelo Tas às 17h45
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03/07/2008

O assédio imperial no almoço do Príncipe




Este blog participou na tarde de hoje de uma tradições da Flip: o almoço anual "oferecido" pelo príncipe d. João Henrique de Orleans e Bragança, o popular Dom Joãozinho, 54 anos. Havia um suspense insuportável se ia ou não acontecer o regabofe. Simplesmente porque não havia confirmação do patrocinador. Sim, o príncipe entra com a casa e a simpatia. Ambas impecáveis, aliás. Mas a comida e bebida são sempre por conta de empresas.

Duas dificuldades se colocaram no caminho do festim. O patrocinador interessado- Imprensa Oficial do Estado de São Paulo- atrasava o sinal verde por não entender o por quê da impossibilidade de se limitar o número de convidados. O príncipe é reconhecidamente generoso em acolher convidados de última hora que simplesmente brotam diante da porta do casarão branco com janelas e portas verdes de onde se avista a Baía de Paraty.

O segundo motivo da dúvida, bem mais nobre. É que o Príncipe só chegou na manhã de hoje à cidade. Sua alteza é tricolor doente e foi uma das testemunhas oculares da derrota do Fluminense para a LDU, do Equador, por pênaltis, na final da Copa Libertadores, ontem no Maracanã.

A derrota do Flu, aliás, foi o assunto para quebrar o gelo na chegada, inclusive com esse repórter, logo depois do cumprimento de mão do Príncipe, na porta do casarão. Como manda a tradição.

Ao contrário do almoço oficial de abertura da Flip, o acesso a fotógrafos é permitido e o ambiente é descontraído, apesar dos lugares marcados nas mesas redondas sob árvores seculares.

A casa é supreendentemente simples, elegante e arejada. O muro é discreto e baixo para os padrões das caixas fortes dos grandes centros urbanos. Rapidamente, a formalidade dá lugar à descontração. As portas dos cômodos, o que inclui a cozinha e varandas internas, ficam todas abertas para que os convivas circulem à vontade por esse pequeno reduto da história do Império do Brasil.

Os mais assediados, sem precisar dos serviços de medição do DataFolha, foram de longe os dois barbudinhos e cabeludos do pedaço: o escritor Neil Gaiman, que atendia a todos com simpatia. O que incluia filhos adolescentes de convidados, nerds das letras, que conhecem tudo sobre Sandman, a série de livros de quadrinhos criadas por Gaiman em parceria com ilustradores diversos. Parece que está pintando a mesa mais disputada da Flip 2008. Ai, ai, ai... vou ter que pedir "ajuda aos universitários". Serei o moderador do encontro entre Gaiman e Richard Price, no próximo sábado, 11h45.

O segundo homem mais assediado do almoço era ele: Dom Joãozinho. Terminou a sobremesa rodeado por meia dúzia de mulheres, todas entre 40 e 50, poderosas e atraentes, diga-se.

O príncipe não esconde de ninguém seus pendores de conquistador, como o trisavô Dom Pedro I. Porém ao contrário daquele, D. Joãzinho é moderado e discreto. Revela para delírio da rodinha que ficou um ano sem namorar após a separação de seu primeiro e único casamento até então, de 24 anos. O motivo: "esperei ela encontrar um novo amor primeiro". A mulherada suspira e uma delas solta a frase inevitável: "mas é um príncipe". Outro motivo estratégico do assédio diz respeito a um misterioso amigo do Príncipe, recém-separado, homem do mundo financeiro, que aterrissa amanhã na cidade como hóspede do casarão imperial. Mesmo sem saber, já virou o novo solteiro mais cobiçado da Flip 2008.

Foto: Marcelo Tas

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Escrito por Marcelo Tas às 19h02
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Encontro de blogs na Flip




A foto tá tremida e fora de foco, mas vale o registro. Pelas ruas pedregosas e cada vez mais cheias de Paraty, recebo um abraço afetuoso de um dos meus ídolos no jornalismo: Ancelmo Gois, coleguinha de O Globo, um dos caras mais bem informados sobre os labirintos do poder na república de Luis Ignácio. Ele é fã do CQC. Viva!

Escrito por Marcelo Tas às 18h51
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Roberto Schwarz ganha o jogo na prorrogação




A ansiedade pelo pontapé inicial no principal palco da Flip, a tenda dos autores, era visível. O tema do evento é Machado de Assis, homenageado pela efeméride de 100 anos de sua morte. Diante do microfone, Roberto Schwarz, o conferencista, o principal e também mais recluso especialista brasileiro na obra do "bruxo do Cosme Velho".

A ansiedade se transformou em constrangimento. Roberto, como esperado, preparou-se como um atleta olímpico para a tarefa. Só que na hora de enfrentar a platéia, ao invés de encará-la de peito aberto optou por ler um texto durante longuíssimos 30 minutos.

Texto impecável, diga-se. Mas a força de comunicação de Roberto estava aprisionada na sua leitura titubeante ao trocar de página e criar longas pausas para intermináveis goles num copo dágua.

Mas, aos quarenta e cinco do segundo tempo, Roberto virou o jogo na hora de responder as perguntas da platéia. A cada intervenção, iluminava os temas submetidos com fluidez e elegância. E fez cair várias fichas do entendimento do Brasil. De como o patriarcalismo rural, do sinhô e sinhazinha, ainda presente na "mudernidade" brasileira, foi amplamente radiografado pelos personagens de Machado. Que a tática de viver à sombra do poder é bem antiga. Uma espécie de DNA ainda não decifrado da antropologia verde-amarela. A do capataz, cupincha, agregado... e outros substantivos que caracterizam não apenas uma forma de vida, como também vários personagens da novela política atual.

Schwarz nos levou pela mão e fez ver com clareza a atualidade e irreverência ousada do escritor. Como a crítica impiedosa e venenosa embutida em Dom Casmurro a José de Alencar, que ajudou Machado no início da carreira.

Se Roberto exagera em ampliar o ponto de vista progressista, digamos "de esquerda", de Machado, a ponto de às vezes tentar nos fazer crer que o romancista era uma espécie de Stédile do MST no século 19, seguramente o crítico lança uma visão inusitada e abundante de discernimento sobre a eletrizante história chamada História do Brasil.

Depois do começo de jogo embolado, preso ao papel, Roberto ganhou a platéia na prorrogação. Aí deu um baile.


Foto: Marcelo Tas


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Escrito por Marcelo Tas às 11h49
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Flip ao vivo na web




Pela primeira vez, todas as mesas da Flip estão sendo transmitidas na internet.

Basta você conferir a programação e acompanhar as palestras e debates ao vivo.

2008 pode ficar marcado como o ano em que a Flip conseguiu crescer "para fora". E assim evitar a saturação do espaço em Paraty (assunto abordado por Liz Calder, fundadora do evento literário, na entrevista abaixo).

Isto tudo, é claro, se a experiência de transmissão na web for bem sucedida. Na maioria das vezes, a conexão em Paraty é da era da internet à lenha.

Escrito por Marcelo Tas às 11h04
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02/07/2008

Liz Calder: Flip não precisa crescer mais




Entradinha de siri seguida de dois tipos de peixe, ambos deliciosos, pirão, farta caipirinha, vinho e champagne: é o tradicional almoço que marca o início da Flip. Reúne autores, organizadores e amigos da Flip. Por amigos, entenda-se editores, patrocinadores, apoiadores, o prefeito da cidade, paratienses descolados e jornalistas escolhidos a dedo. A estes últimos, pede-se não trabalhar. Isto é, nada de entrevistas ou a companhia de fotógrafos, que são terminantemente e tradicionalmente vetados.

Liz Calder, editora inglesa, fundadora do evento literário mais badalado do Brasil, gentilmente concedeu dois dedinhos de prosa ao Blog do Tas num cantinho da Pousada da Marquesa, diante do burburinho dos convidados do almoço na tarde nublada e úmida que fez hoje aqui em Parati.

BLOG DO TAS: Liz, se a Flip fosse um livro, em que capítulo da história estamos agora?

LIZ CALDER: Diria que no segundo. Teve a fase inicial: desenvolvimento e reconhecimento. Crescemos bastante. Agora, está bom. Não precisa crescer mais.

TAS: Mas você está indo contra a questão de ordem que hoje move o planeta. Todo mundo só fala em crescimento. O presidente Lula por exemplo só fala no PAC.

LIZ: PAC?

TAS: Programa de Aceleração do Crescimento.

LIZ: Pois é, o mundo inteiro só pensa nisso: é uma espécie de fome para ficar cada vez maior. De ficar grande, gordo. É uma epidemia. Uma obsessão de crescer a qualquer custo sem se importar com o rumo das coisas. Eu não, penso que a sabedoria é saber a hora de parar de crescer.

TAS: E se a Flip continuar crescendo independe da sua vontade?

LIZ: Paraty ajuda. Estamos entre o mar e a montanha, não tem para onde crescer (risos). A Flip não é um brand, uma marca. Algo que pode ser replicado, transformado numa franchising. Não é um evento de celebridades para atrair multidões. É sobre temas humanos e a experiência de estar aqui. Quem passa esses dias em Paraty os leva pela vida afora.

Foto: Liz Calder, de bata laranja, retorna ao almoço de abertura da Flip depois de falar ao blog (Marcelo Tas)

:: MAIS FLIP ::

Neil Gaiman se encanta pelo Curupira no primeiro dia da Flip
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Escrito por Marcelo Tas às 18h15
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Blog vai para Parati




A partir de hoje esse blog se desloca para acompanhar a VI Flip- Festa Literária de Paraty.

Importantíssimo notar que o "F" de Flip é de festa, o que significa que não estamos diante de um feira literária mas sim de uma celebração do prazer da leitura.

A abertura é hoje, 19h, com o pontapé inicial do crítico Roberto Schwarz e sua esperadíssima palestra "A poesia envenenada de Dom Casmurro". Sim, o tema do ano é ele: o vasto e sensacional Machado de Assis.

Este humilde blogueiro e apresentador de TV terá a honra de mediar uma das mais disputadas mesas no sábado: "A mão e a luva", que reunirá os endiabrados Neil Gaiman e Richard Price. Dá um google aí. Os caras são demais.

A estrada é longa. Ainda hoje eu conto aqui como foi a abertura.

A programação completa você encontra aqui. Comentários e sugestões de perguntas para Parati são muito bem-vindas. É, inclusive essa: por que a Flip escreve Paraty se a cidade é Parati?

Até mais.


Foto: montagem da Tenda dos Autores, o principal palco da Flip (Luciana Gutiérrez)

Escrito por Marcelo Tas às 08h24
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01/07/2008

Vamos fiscalizar quem nos fiscaliza?




Segundo a Folha On-Line, no primeiro dia de restrição à circulação de caminhões por São Paulo, a CET aplicou um total de 1.163 multas! Muito bem, parabéns. O blog apóia a regularização da circulação dos paquidermes de rodas pela cidade.

Mas... tem sempre um mas.

Diz o Código Brasileiro de Trânsito: falar ao celular enquanto dirige é proibido. O valor da multa é de R$ 117,24 e causa perda de 5 pontos na carteira do motorista.

Na semana passada, enquanto trafegava pela movimentada Avenida Giovanni Gronchi, no bairro do Morumbi, em São Paulo, o motorista do Palio placa DST 2994, da CET, falava ao celular. Estava tão relax e certo da sua imunidade perante a lei, que nem se importou em ser clicado várias vezes por Eduardo Castanho, que saía de um restaurante com sua esposa.

Para quem não sabe a CET é a Companhia de Engenharia de Tráfego que tem a responsabilidade de cuidar do aperfeiçoamento e fiscalização do trânsito caótico da capital paulista. Ou seja, o fiscal da CET está infringindo a lei que ele próprio é pago para fiscalizar.

A denúncia foi encaminhada à CET, mas até agora Eduardo não recebeu satisfação alguma. Alô, CET, acorda! A população quer ajudar você a trabalhar melhor!

PS: e se a Polícia Militar começasse a respeitar os limites de velocidade e faróis vermelhos, já pensou que luxo?

Escrito por Marcelo Tas às 11h35
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